Estádio Nacional de Brasília receberá jogos da Copa América [fotografo]Paula Fróes/Setur-DF[/fotografo]
A confirmação de quatro das cinco sedes da
Copa América em 2021, feita pelo presidente
Jair Bolsonaro nesta terça-feira (1º), mostra um descompasso entre a celeridade do governo brasileiro para receber o evento e a velocidade de imunização da população. Dados coletados pelo
Congresso em Foco mostram que nenhuma das capitais escolhidas para abrigar o torneio -
Cuiabá, Goiânia,
Brasília e Rio de Janeiro - possui sequer 15% dos habitantes imunizados com as duas doses. Os estados que elas integram também não chegam a esse percentual de vacinação.
O pedido da Conmebol, organizadora da Copa, foi atendido pelo presidente Jair Bolsonaro em menos de 24h. Logo, tornou-se alvo de críticas na medida que o país vivencia a iminência de uma terceira onda. A média diária de óbitos permanece alta - na casa dos 2 mil - e o país ultrapassa o total de 463 mil mortos pela pandemia.
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Entre as sedes confirmadas, o Distrito Federal
conta com a maior taxa de imunização completa em relação à população absoluta. Segundo dados do governo, até esta terça-feira (1º) 320.098 pessoas haviam recebido as duas doses da vacina na unidade federativa, cerca de 10,4% da população total, que é de 3,05 milhões de pessoas.
Por outro lado, na lista das capitais cotadas para receber jogos,
Goiânia é a que vacinou mais em relação à população. Foram aplicadas a segunda dose das vacinas contra a covid-19, até o momento, em
211.516 pessoas - cerca de 14% da população da cidade que soma 1,5 milhão de habitantes.
A cidade do
Rio de Janeiro deverá sediar a final do torneio no Estádio do Maracanã, o principal do país. A cidade aparece pouco abaixo de Goiânia, com 13,8% da população imunizada, enquanto Cuiabá (9,59%), e Brasília (10,48%) ficam mais atrás.
Apesar de o ministro-chefe da Casa Civil, general Luiz Carlos Ramos, e do secretário especial dos Esportes, Marcelo Magalhães,
terem dito nesta segunda-feira que que o governo federal não iria interferir neste processo, a fala de Bolsonaro indica outro caminho.
Porém, estados que antes haviam se inclinado a receber jogos acabaram por recuar. No final da tarde, o governador de São Paulo,
João Doria (PSDB) anunciou que não abriria a porta par aos jogos neste momento.
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