[caption id="attachment_230796" align="alignleft" width="270" caption="Renan se reuniu de manhã com Lula e à noite com Aécio e a cúpula tucana do Senado"]

[fotografo]Marcos Oliveira/ Agência Senado[/fotografo][/caption]No mesmo dia em que o presidente do Senado,
Renan Calheiros (PMDB-AL), tomou café da manhã com o ex-presidente Lula e mais de 20 senadores em sua casa, à noite, as lideranças do PMDB se reuniram em um jantar com a cúpula do PSDB, maior partido de oposição ao governo Dilma Rousseff atualmente.
O encontro noturno uniu o PMDB e o PSDB e mostrou toda a faceta de camaleão dos peemedebistas. Dirigentes dos partidos afirmaram que "vão trabalhar juntos para encontrar uma saída". Do lado do PMDB, segundo o jornal
Folha de S. Paulo, participaram o presidente do Senado,
Renan Calheiros (AL), o líder da sigla na Casa,
Eunício Oliveira (CE), e o senador Romero Jucá (RR).
Já entre os tucanos, a cúpula compareceu em peso. Foram ao jantar o senador
Aécio Neves (MG), presidente nacional da legenda, e os colegas José Serra (SP), Antonio Anastasia (MG), Cássio Cunha Lima (PB) e Aloysio Nunes (SP).
O senador Tasso Jereissati foi o porta-voz do grupo e afirmou que "o momento é bastante grave" para o país. Segundo o senador, "tanto o PMDB como o PSDB não podem ficar omissos". Por fim, o tucano ressaltou a união dos partidos. "Vamos trabalhar juntos para encontrar, o mais rápido possível, uma saída para a crise que o Brasil vive".
Já
Eunício Oliveira negou que o objetivo da aliança do PMDB com a oposição seja para "derrubar o governo Dilma". Porém, sinalizou que vai consultar os líderes de outras legendas sobre a possibilidade de retirar a presidente do poder. Segundo ele, "o impeachment é uma realidade" e "há um processo em andamento, assim como há uma ação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral)". O senador afirmou ainda que há no Congresso Nacional um sentimento de que é preciso encontrar uma solução.
A aproximação pública entre as cúpulas do PSDB e PMDB é inédita, principalmente em se tratando de
Renan Calheiros e Eunício, que sempre foram os senadores mais ligados ao Palácio do Planalto. O crescimento da oposição mostra o quanto o cenário é desfavorável para a presidente Dilma Rousseff.
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