Cássio Cunha Lima admite dificuldades até dentro do PSDB para volta de senador investigado por receber R$ 2 milhões em dinheiro vivo
[caption id="attachment_214257" align="alignleft" width="300" caption="Cássio Cunha Lima afirmou, porém, que a operação não tem cunho político"]

[fotografo]Moreira Mariz/Agência Senado[/fotografo][/caption]O líder do PSDB no Senado, senador Cássio Cunha Lima (PB) afirmou que considera um "abuso" a operação de busca e apreensão da Polícia Federal no apartamento funcional da senadora
Gleisi Hoffmann (PT-PR). O ex-ministro Paulo Bernardo, marido de Gleisi,
foi preso no local hoje (quinta, 23). Para o tucano, a operação só poderia ter acontecido a mando do Supremo Tribunal Federal (STF). A assessoria da senadora afirmou ao
Congresso em Foco que foi levado do apartamento de Brasília o computador do filho adolescente do casal.
O senador disse que apoia as investigações, mas que "é preciso coibir e ficar atentos a abusos, porque juiz de primeira instância não tem jurisdição para determinar buscas na casa de uma senadora". Segundo Cássio Cunha lima, as residências oficiais e os apartamentos funcionais são extensões do Senado e precisam de autorização do STF para serem alvos de mandados judiciais.
Perguntado sobre a ausência do debate relacionado à prisão de Paulo Bernado na Comissão do Impeachment, o tucano disse que não existem razões para "tripudiar". "Por mais que o embate político seja duro, há uma família por trás. Não há motivo para tripudiar. Temos que ter responsabilidade. Não é algo para soltar fogos. Tem um limite no embate, de respeito às pessoas. Apesar de políticos, somos gente, tem que ter um mínimo de compreensão com a dor alheia", disse.
Cássio, porém, negou haver motivação política na operação da Polícia Federal, ao contrário do que alega o petista
Lindbergh Farias (PT-RJ). "A senadora Gleisi foi constrangida da pior forma possível no dia de hoje. Repudio o ataque à liberdade dela", disse o senador. Em nota, o Partido dos Trabalhadores afirmou que a operação visa
criminalizar a legenda.
Com informações da Agência Senado
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