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Congresso em Foco
9/11/2017 | Atualizado às 20:12
<< Aécio reassume PSDB para "garantir isonomia" entre Tasso e Marconi << Aécio deixou o PSDB "acéfalo" e amarrado a Temer, diz deputado tucano"Rasgaram e jogaram no lixo a história do PSDB. Tenho certeza de que vai haver resistência interna e externa!", vociferou Daniel Coelho (PSDB-PE), um dos principais defensores do desembarque do governo Temer, no plenário da Câmara, minutos depois da notícia sobre a decisão de Aécio. Ele disse ainda que o presidente de honra do partido, Fernando Henrique Cardoso, estava "perplexo" com a intervenção de Aécio. Daniel sugeriu que a manobra de Aécio foi orquestrada com antecedência. Ele lembrou que o vice-presidente do partido Alberto Goldman, ex-governador de São Paulo, mora em São Paulo mas já está em Brasília - a intervenção de Aécio resultou na colocação de Goldman na presidência do PSDB para "garantir isonomia" na disputa entre Tasso, que ontem (quarta, 8) formalizou candidatura à presidência do partido, e o governador de Goiás, Marconi Perillo, aliado de Aécio. Perillo divulgou nota (veja abaixo) e classificou a decisão do parceiro como "correta".
<< Marconi diz a Tasso que vai disputar comando do PSDB; senador cogita permanecer no posto << Tasso oficializa disputa ao comando do PSDB e enfrentará Marconi, aliado de Aécio"Esse é um ato tão planejado que, hoje, o presidente interventor do PSDB, o Goldman, já viajou de São Paulo para cá e aqui já está. Ele está, agora, sentado na cadeira de presidente do PSDB, na sede do partido, porque já tinha combinado esse golpe rasteiro com Temer, com os ministros do PSDB e com Aécio Neves", acrescentou Daniel Coelho, referindo-se aos quatro ministérios comandados por tucanos - algo que partidos da base condenam, uma vez que o partido está cada vez mais fora do governo e, mesmo assim, mantém pastas estratégicas como Relações Exteriores (Aloysio Nunes) e Cidades (Bruno Araújo).
<< Senadores devolvem exercício do mandato a Aécio << Mais da metade dos senadores que votaram a favor de Aécio é investigada no STFAs falas de alguns deputados de oposição sobre Aécio, principalmente proferidas por petistas, eram intercaladas com os pronunciamentos tucanos - em que a minoria manifestava apoio ao senador. "Nós temos orgulho do Aécio", chegou a dizer Domingos Sávio (PSDB-MG), parceiro do senador na política mineira, ao ouvir críticas de petistas em plenário. Acusações A exemplo do presidente Michel Temer, acusado de corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa, Aécio é alvo da delação de executivos da JBS, entre eles os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da empresa e presos por violação da lei de delação premiada. Para a Procuradoria-Geral da República (PGR), o senador recebeu dinheiro do conglomerado empresarial, um dos maiores do país, e agiu em parceria com Temer para embaralhar investigações da Lava Jato. Além disso, dia a PGR, Aécio atuou para modificar proposições em tramitação no Congresso com o objetivo de atrapalhar as apurações judiciais.
<< Os áudios que levaram ao afastamento de Aécio; transcrição detalha pagamento de R$ 2 milhões << Tasso Jereissati defende que Aécio renuncie à presidência do PSDBEm um dos flagrantes que justificaram as acusações, um primo de Aécio foi filmado recebendo uma mochila de dinheiro depois da conversa em que Aécio e Joesley falam sobre diversos assuntos, inclusive pedido de dinheiro, em meio a xingamentos e linguagem chula. Depois dos registros, a irmã de Aécio, Andrea Neves - que participava de negociatas em nome do senador, segundo a acusação - e um de seus primos chegaram a ser presos em maio, mas conseguiram habeas corpus dias depois. Sob investigação no STF, o senador tucano nega as acusações e diz que procedimentos da PGR, como o pedido de sua prisão, viola a Constituição Federal. Aécio foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista. Em um dos áudios do diálogo, que durou cerca de 30 minutos, o tucano justifica de que precisava pagar despesas com sua defesa na Lava Jato. O senador usa muitos termos chulos durante a conversa. Confira a nota de Marconi Perillo: A decisão tomada hoje pelo presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, foi correta e justa e restabelece o equilíbrio de forças para a disputa na Convenção Nacional do partido em dezembro. Seria antiético e nem um pouco isonômico o processo se essa decisão não fosse adotada, já que a máquina partidária poderia pender para o lado de quem estivesse no comando do partido. O ex-governador Alberto Goldman é um líder com história e biografia respeitáveis no partido e na vida pública, e, portanto merecedor de todo o nosso respeito. Por certo, conduzirá com isenção, espírito público e ética o processo sucessório interno nos 30 dias que antecedem a Convenção, marcada para 9 de dezembro. De minha parte, continuo determinado a manter o nível elevado dos debates e proposições e, sobretudo, aberto ao permanente diálogo em defesa da unidade e da pacificação do PSDB. Dos 7 mandatos que exerci, 6 foram nos quadros do PSDB, e em todos os momentos da minha vida partidária fui solidário, ético e colaborativo para com meus companheiros, colaborando sempre com a unidade, em todas as convenções e momentos cruciais ou decisivos da vida do partido. Nunca deixei de apoiar os candidatos à Presidência da República pelo PSDB, que sempre foram vitoriosos em Goiás, e jamais faltei para com meu partido. Sempre atuei com lealdade, solidariedade e em defesa das nossas teses e de nossos melhores propósitos para com o Brasil. Goiânia, 9 de novembro de 2017 Marconi Perillo - Governador de Goiás
<< STF afasta Aécio do mandato e determina recolhimento noturno, mas nega prisão do senador << Aécio recebe quase R$ 20 mil em junho mesmo afastado e com desconto no salário
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