[caption id="attachment_37992" align="alignleft" width="319" caption="Vital do Rego aceitou o pedido dos procuradores para que sejam ouvidos somente em junho"]

[fotografo]Saulo Cruz/Câmara[/fotografo][/caption]

Em documento entregue à CPI Mista do Cachoeira, os procuradores federais Daniel de Rezende Salgado e Lea Batista de Oliveira, responsáveis pela Operação Monte Carlo, pediram adiamento do depoimento previsto para quinta-feira (17). Eles pediram para serem ouvidos pelos integrantes da comissão somente em junho. O pedido foi acatado pelo presidente do colegiado, senador Vital do Rego (PMDB-PB).
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No documento, assinado pelos dois procuradores com apoio da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), os responsáveis pela investigação que resultou na prisão do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e outras 81 pessoas, informam que a primeira audiência do caso foi marcada pela Justiça Federal em Goiânia (GO) para 31 de maio. Até lá, ressaltam, eles não podem tratar do assunto na CPI.
De acordo com os procuradores, se houvesse manifestação dos dois na comissão, eles estariam automaticamente impedidos de atuar na audiência de instrução. Aí, novos procuradores seriam indicados para presidir o inquérito, com menos de duas semanas para se inteirar de todo o processo. "Eles alertam que a sua oitiva perante a CPMI resultaria no impedimento desses procuradores de prosseguir", disse Vital do Rego.
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Uma nova data ainda será marcada pelo peemedebista. A expectativa é que ela aconteça na primeira semana de junho. Para quinta-feira, quando ocorreria os depoimentos, a CPI terá uma sessão administrativa, às 9h. "Temos uma pauta grande, extensa", informou o presidente da comissão. Devem ser votados os requerimentos pedindo a quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico de agentes públicos e privados envolvidos com Cachoeira.
Esta é a segunda ausência na mesma semana na CPI. Para hoje, estava previsto o depoimento de Carlinhos Cachoeira. No entanto,
o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello concedeu um habeas corpus para que o bicheiro tenha acesso a toda a documentação sigilosa antes da oitiva ocorrer. Houve a possibilidade de
antecipar a participação dos procuradores, que também foi adiada.
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