[caption id="attachment_75891" align="alignleft" width="280" caption="O depoimento de Agnelo durou duas horas mais que o de Marconi Perillo na terça-feira (12)"]
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[fotografo]José Cruz/Senado[/fotografo][/caption]
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Após quase dez horas de depoimento, terminou o depoimento do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira. Além de se defender das acusações de ter aceitado indicações feitas pelo grupo do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o petista disse sofrer uma campanha para tirá-lo do cargo. A oitiva durou quase duas horas a mais do que
a do governador goiano, Marconi Perillo (PSDB).
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Ao começar seu depoimento na CPI, o petista disse que encontrou o governo em péssimas condições financeiras. Ele determinou, na época, a realização de auditorias em todos os contratos locais, especialmente naqueles de empresas ligadas à Operação Caixa de Pandora. Depois, afirmou que as denúncias contra sua administração são uma vingança do grupo chefiado por Cachoeira contra ele.
"Com toda pressão que fizeram, tentam me atacar pessoalmente de forma desonesta e covarde. Tentam me envolver em escândalos desde que era governador eleito", disse Agnelo.
O governador do DF, na CPI, autorizou a quebra dos seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. Isso provocou uma
reação do governador de Goiás, Marconi Perillo, que no dia anterior não tinha concordado com a abertura dos dados.
Além da presença de advogados, Agnelo contou com apoio de secretários, deputados distritais e correligionários. O presidente da Câmara Legislativa do DF, Cabo Patrício (PT), os distritais Chico Leite (PT) e Arlete Sampaio, os secretários de Comunicação, Samanta Sallum, de Planejamento, Luiz Paulo Barreto, e de Segurança Pública, Sandro Avelar, entre outros, estavam presentes. O porta-voz do governo, Ugo Braga, permaneceu durante boa parte do depoimento atrás do governador, chegando a passar instruções em vários momentos.
No depoimento,
o governador do Distrito Federal afirmou não ter aceitado indicações de Carlinhos Cachoeira, para preencher vagas no governo distrital. Uma das suspeitas contra o petista é que o delegado João Monteiro, atual presidente do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), tenha assumido o cargo após pedido do bicheiro.
Para o relator da CPI, deputado
Odair Cunha (PT-MG), o depoimento de Agnelo deixou a impressão de que o grupo de Cachoeira está muito mais enraizado em Goiás do que no Distrito Federal. "As atividades do grupo são infinitamente superiores em Goiás do que no Distrito Federal", avaliou. De acordo com o petista, a linha do depoimento foi de tentar estabelecer vínculos com o bicheiro, o que acabou não ocorrendo. Sobre
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