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Congresso em Foco
29/4/2011 1:53
Mário Coelho
O depoimento do ex-secretário de Relações Institucionais do governo do Distrito Federal Durval Barbosa no Conselho de Ética da Câmara foi cancelado. Ele, que falaria aos deputados como testemunha no processo por quebra de decoro parlamentar contra Jaqueline Roriz (PMN-DF), enviou uma carta ontem (28) ao presidente do órgão, José Carlos Araújo, explicando o motivo da desistência. O argumento é que haveria um movimento para constrangê-lo e prejudicar as investigações relacionadas à Operação Caixa de Pandora.
Durval foi convidado para prestar depoimento no caso de Jaqueline. Ao contrário de uma CPI, o Conselho de Ética não tem poder de obrigar uma testemunha a depor. A oitiva com o delator do esquema de propina envolvendo membros do Executivo e do Legislativo do DF estava marcada para a próxima quarta-feira (4) e tinha sido confirmada há dois dias. Por estar sob proteção da Polícia Federal, um esquema especial de segurança seria montado para Durval poder depor no Conselho.
Conselho de Ética: 20% tem problemas na Justiça
Na carta, Durval afirma que identificou uma ?movimentação de parlamentares? para constrangê-lo, inclusive daqueles citados em depoimentos e que estariam direta ou indiretamente envolvidos com as denúncias investigadas na Operação Caixa de Pandora. Durval disse, ainda, que não levaria novidades ao processo, visto que tudo já teria sido dito em depoimentos ao Ministério Público. Além disso, o vídeo no qual Jaqueline aparece recebendo R$ 50 mil seria ?autoexplicativo?. Segundo ele, não haverá mais depoimento.
Barbosa, operador e delator desse esquema, divulgou em março deste ano um vídeo em que aparece entregando dinheiro para Jaqueline Roriz durante a campanha da deputada para a Câmara Legislativa do DF, em 2006. Após a divulgação das imagens, o Conselho de Ética atendeu a representação do Psol e abriu processo disciplinar contra a parlamentar, que pode levar à perda do mandato.
Jaqueline Roriz é acusada de caixa 2 na campanha de 2006 e de mau uso da verba indenizatória da Casa. No início de março, foi divulgado vídeo em que a deputada aparece junto com o marido, Manoel Neto, recebendo dinheiro das mãos de Durval Barbosa, delator do esquema de propina que resultou na Operação Caixa de Pandora. Na época da gravação das imagens, em 2006, Barbosa era presidente da Companhia de Desenvolvimento do DF (Codeplan) no governo de Maria de Lourdes Abadia (PSDB). A tucana havia sucedido Joaquim Roriz, pai de Jaqueline, que renunciou ao cargo de governador para disputar a eleição ao Senado.
Quatro dias depois da divulgação do vídeo, surgiu outra denúncia. Jaqueline é acusada de mau uso da verba indenizatória da Câmara. Ela teria usado dinheiro para pagar o aluguel de uma sala comercial que pertence ao seu marido, Manoel Neto, em Brasília. De acordo com a defesa, o escritório parlamentar foi cadastrado dentro dos trâmites legais da Câmara. Alega ainda que não houve pagamento de aluguel.
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