[caption id="attachment_117546" align="alignleft" width="290" caption="Nabor apontou a discrepância nas penas de Natan e dos condenados em 1ª instância"]

[fotografo]Gervásio Baptista/SCO/STF[/fotografo][/caption]A defesa do deputado Natan Donadon (PMDB-RO), que teve a
prisão decretada nesta quarta-feira (26) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), cogita ingressar com uma revisão criminal para tentar suspender os efeitos da decisão. Ele foi condenado a 13 anos, quatro meses e dez dias de prisão por peculato e formação de quadrilha em 2010. Na época, a acusação era de fazer parte de um esquema que fraudou licitações para contratos de publicidade da Assembleia Legislativa de Rondônia entre 1998 e 1999.
"É uma ação de natureza excepcional para rever erros ou adequar decisões a critérios de justiça", explicou Nabor Bulhões, responsável pela defesa do peemedebista. De acordo com o advogado, os acusados pelos mesmos crimes que responderam na primeira instância foram condenados a quatro anos de prisão, convertidas em penas restritivas de direito. Enquanto isso, Natan ficará em regime fechado.
Bulhões destacou que entrou no caso quando Donadon já estava condenado e que discutiu direitos e garantias constitucionais do parlamentar junto à Suprema Corte. Para ele, a decisão do STF não torna incompatível a decretação da prisão e o exercício do mandato parlamentar. Segundo a defesa, Donadon só deve perder o mandato em dois casos: cassação ou ao fim do mandato.
Após a decisão do Supremo, Bulhões se encontrou com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Antes, deputado potiguar se reuniu com líderes partidários para
tratar do caso Donadon. À tarde, o relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) foi definido. É Sérgio Zveiter (PSD-RJ). Donadon terá cinco sessões para se defender e, depois disso, o plenário decidirá se cassa ou não o mandato do deputado de Rondônia.