As duas pastas que sofreram o maior corte orçamentário em função do ajuste fiscal foram os ministérios da Pesca e do Turismo, ambos controlados pelo PMDB, maior partido da base e que tem se rebelado constantemente contra o Governo Federal. O Ministério da Pesca perdeu 78% das verbas não carimbadas que haviam sido aprovadas pelo Congresso; já o ministério do Turismo sofreu um corte de 73%. As informações são do jornal
O Globo.
Segundo o jornal, "os cortes mostram a disposição do governo de contrariar a tentativa dos parlamentares de inflar a peça orçamentária com emendas, destinando recursos e obras para suas regiões". Durante o ajuste fiscal, o governo cortou R$ 21,4 bilhões em emendas parlamentares mesmo sabendo que precisará de apoio da Câmara e do Senado para aprovar medidas do ajuste fiscal. Do montante de R$ 21,4 bilhões, R$ 3 bilhões são das chamadas emendas individuais e R$ 18,34 bilhões das coletivas.
Em 2015, os parlamentares receberão uma cota individual de R$ 7,7 milhões. Metade do desatinado no ano passado. As cotas individuais de emendas parlamentares são tidas pelos deputados como a principal fonte de votação em suas bases eleitorais.
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