[caption id="attachment_195636" align="alignleft" width="285" caption="Cunha é apontado como autor de dois novos requerimentos ocultos"]

[fotografo]Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados [/fotografo][/caption]O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aparece como autor de dois requerimentos protocolados por outro parlamentar pedindo explicações ao Instituto Militar de Engenharia (IME), órgão ligado ao exército. Segundo o sistema de informática da Câmara, oficialmente as solicitações foram ingressadas pelo deputado
Aureo Ribeiro (SD-RJ). As informações são do jornal
O Globo.
Os requerimentos pedem explicações sobre indícios de fraudes envolvendo duas empresas. As solicitações também requerem cópias de papeis relacionados a servidores públicos que aderiram a programas de demissão voluntária entre os anos de 1993 e 2001. Os documentos foram apresentados à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle nos dias 12 e 14 de julho de 2011.
De acordo com a reportagem de
O Globo, Ribeiro cobrou, no requerimento, "cópias de documentos relativos aos procedimentos licitatórios realizados desde 2009 pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), com o objetivo de acompanhar a correta aplicação dos recursos orçamentários".
Em abril, matérias de
O Globo e da
Folha de S. Paulo mostraram que requerimentos apresentados pela ex-deputada do Rio de Janeiro, Solange Almeida, que hoje é prefeita de Rio Bonito (RJ) pedindo informações ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Ministério de Minas e Energia sobre os contratos entre as empresas Mitsui e Petrobras
saíram do gabinete de Cunha.
Por conta disso, Cunha determinou a exoneração do diretor do Centro de Informática (Cenin) da Casa, Luiz Antonio Eira. Como Eira é servidor efetivo, ele perde o cargo, mas continua como funcionário da Câmara.
Na época, Cunha disse que a divulgação dos documentos pode ter sido uma espécie de reação a medidas administrativas adotadas recentemente na Câmara para o cumprimento da jornada de 40 horas semanais de trabalho.
Confira a reportagem completa