[caption id="attachment_138242" align="alignright" width="290" caption="Cardozo defendeu o procedimento adotado no dossiê do trensalão de SP"]

[fotografo]Valter Campanato/Agência Brasil[/fotografo][/caption]O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse nesta quarta-feira (4), em audiência na Câmara dos Deputados, que o Ministério da Justiça pedirá que o ex-diretor do Banco do Brasil (BB) Henrique Pizzolato cumpra a pena em território italiano, caso a Itália não aceite o pedido de extradição.
"Caso o governo italiano entenda que ele não possa ser extraditado, a alternativa será voluntária do governo brasileiro. Enviaremos cópia para que a Justiça italiana o processe lá. Se ele for condenado como cidadão italiano, cumprirá pena lá", declarou Cardozo, esclarecendo que, por ter cidadania italiana, um eventual pedido de extradição de Pizzolato poderia ser negado.
Pizzolato foi condenado a 12 anos e sete meses, na Ação Penal 470, o processo do mensalão. De acordo com Cardozo, o ex-diretor do BB está foragido desde o dia 15 de novembro, quando a prisão dele e de outros condenados no processo do mensalão foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O ministro disse ainda que a iniciativa do pedido de extradição é do Supremo Tribunal Federal (STF). "A Polícia Federal já acionou as adidâncias [representações] no exterior, mas que a iniciativa [de pedir a extradição] é do STF", declarou Cardozo.
Denúncias
Na mesma sessão, Cardozo
tratou das denúncias de formação de um cartel nas obras do metrô de São Paulo. Ele disse ter encaminhado os documentos com denúncias de cartel e corrupção no Metrô de São Paulo e Distrito Federal à Polícia Federal porque esse é o procedimento que deve ser tomado por alguém no seu posto. Cardozo acrescentou não caber a ele fazer juízo de valor sobre se as acusações são ou não verdadeiras.
Líder do PSDB, deputado
Carlos Sampaio (SP)
questionou o recebimento da denúncia por Cardozo em sua própria casa. Para o tucano, o dossiê elaborado pelo deputado estadual Simão Pedro (PT) deveria ter sido entregue diretamente no Ministério Público ou na Polícia Federal. Deputados da oposição, como José Aníbal (PSDB-SP) e
Arnaldo Jardim (PPS-SP), pediram
rápida apuração do caso.
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