[caption id="attachment_179445" align="alignleft" width="300" caption="Frei Betto depois de encontro com Dilma: reaproximação com petista histórico"]

[fotografo]José Cruz/Agência Brasil[/fotografo][/caption]A presidenta Dilma Rousseff fará gestos à esquerda para acalmar setores radicais do PT insatisfeitos com as primeiras decisões depois do pleito eleitoral. A ideia é serenar os ânimos petistas depois das reações à formação de equipe econômica de perfil conservador e à indicação de uma ruralista, a senadora e presidente da Confederação Nacional da Agricultura, Kátia Abreu (PMDB-TO), para o comando do Ministério da Agricultura.
De acordo com reportagem do jornal F
olha de S.Paulo, Dilma vai participar hoje (sexta, 28) de encontro do diretório nacional do PT em Fortaleza, Ceará, para agradecer o apoio da militância à sua gestão e reafirmar o compromisso com as políticas sociais executadas nos governos petistas. Além de Kátia, que tem sido hostilizada nas redes sociais e em solenidades públicas, o próximo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, tem fama de rígido e visto entre os petistas mais desconfiados como alguém que pode ameaçar a política de valorização do salário mínimo, por exemplo.
Não haverá animosidade no encontro em Fortaleza, garantiram membros da cúpula petista, segundo a
Folha. Mas, durante o evento, que prossegue até amanhã (29), Dilma será cobrada para que escolha ministros comprometidos com bandeiras petistas históricas, como a reforma política e a regulação da mídia.
Elaborado pelo secretário-geral do PT, Geraldo Magela, um documento preliminar lembra que a sucessão presidencial de daqui há mais de quatro anos será norteada pelo desempenho de Dilma em seu segundo mandato. A resolução reafirma a pertinência em que o partido protagonize movimentos de reformas que se fazem necessárias, nem que isso signifique rompimentos com aliados.
"O PT deve impulsionar o processo de mudança que o país exige. Isso poderá nos levar a confrontos e enfrentamentos com partidos aliados no Congresso e até a criar dificuldades para a composição parlamentar. Tais dificuldades não podem impedir o PT de lutar por essas mudanças", diz o texto assinado por Magela.
Coincidência ou não, na última quarta (26) Dilma recebeu, no Palácio do Planalto, o teólogo Frei Betto, assessor especial da Presidência da República no primeiro mandato de Lula. Fundador do PT, o religioso rompeu com Lula na época em que veio à tona o caso do mensalão petista, em 2005. No início do ano seguinte, em
entrevista à revista IstoÉ, Betto classificou a gestão Lula como "esquizofrênica".
Leia
aqui a íntegra da reportagem publicada pela
Folha.
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