[caption id="attachment_236106" align="alignleft" width="390" caption="Lula esperava tomar posse na Casa Civil já nesta semana"]

[fotografo]Ricardo Stuckert/Instituto Lula[/fotografo][/caption]O ex-presidente Lula prestou depoimento de cerca de duas horas nesta quinta-feira (7) à Procuradoria-Geral da República (PGR), na sede do órgão em Brasília, no inquérito que o investiga no âmbito da
Operação Lava Jato. O processo corre sob sigilo judicial, o que por ora impossibilita a divulgação de informações sobre o que o petista disse às autoridades.
Lula foi à sede da PGR acompanhado do advogado Sigmaringa Seixas, que o defende nesse caso. O ex-presidente é suspeito de receber pagamentos e vantagens de empreiteiras investigadas na Lava Jato, entre elas a Odebrecht e a OAS, como operadoras do esquema de corrupção descoberto pela Polícia Federal na Petrobras. Ele nega as acusações e se diz vítima de perseguição político-judicial.
Atento às movimentações do processo de impeachment que tramita na Câmara contra a presidente Dilma Rousseff, Lula esteve em Brasília nos últimos dias e participou de reuniões com aliados, mas já deixou a capita federal. Em discurso em um dos
atos em defesa ao governo na semana passada, ele chegou a dizer que, se tudo desse certo, ele tomaria posse na Casa Civil ainda nesta quinta-feira (7). A questão está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF), e sem data para ser resolvida - hoje, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou ao STF
parecer contra a posse do petista.
Mais cedo, o ministro do STF Teori Zavascki decidiu colocar em segredo de Justiça parte das investigações contra Lula. A decisão foi tomada após a corte receber do juiz federal
Sergio Moro os áudios em que a presidente Dilma Rousseff e ministros do governo aparecem em conversas com Lula, que estava sob monitoramento da Polícia Federal.
No mês passado, a corte
decidiu que as investigações envolvendo o ex-presidente devem permanecer no STF, por envolver conversas entre Lula e autoridades com foro privilegiado. Os diálogos foram divulgados após a decisão de Moro em retirar o sigilo das investigações.
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