[caption id="attachment_193773" align="alignleft" width="370" caption="Levy volta ao Senado para emplacar acordo sobre dívidas"]

[fotografo]Marcelo Camargo/Agência Brasil[/fotografo][/caption]Em entrevista coletiva concedida após reunião no início da tarde desta terça-feira (28) com o presidente do Senado,
Renan Calheiros, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que a discussão sobre o novo indexador da dívida dos Estados está "pacificada", a partir do momento em que os municípios de São Paulo e Rio de Janeiro concordaram em adotar o novo índice apenas no ano que vem.
- Não altera nada a situação dos estados, tinha um impacto apenas em algumas grandes cidades. Rio e São Paulo entenderam a importância do ajuste e são as únicas realmente afetadas, mas postergaram a adoção do novo índice para 2016 - afirmou.
ICMS
Outro tema tratado durante a reunião na Presidência do Senado foi uma nova legislação para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), no entender de Levy fundamental para o pós-ajuste, com a retomada dos investimentos em infraestrutura nos estados.
- Quase todos os secretários de Fazenda nos estados defendem uma trajetória de convergência nas alíquotas do ICMS. E pelo que eu venho conversando, muitos senadores também apoiam - disse.
Mas o ministro pediu que a emenda que permite aos estados terem acesso aos depósitos judiciais seja tratada com "muita cautela" durante a votação do novo indexador. O acesso a esses depósitos possibilitaria aos Estados e municípios obter cerca de R$ 21 bilhões.
- Esses recursos são utilizados no Plano Safra. É preciso uma análise técnica de risco muito criteriosa, também para não expor nenhuma instituição financeira - afirmou o ministro.
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