[caption id="attachment_215990" align="alignleft" width="285" caption="Ministro da Justiça afirmou ter "total confiança" em Lula"]

[fotografo]Valter Campanato/Ag.Brasil[/fotografo][/caption]Em entrevista ao jornal
Valor Econômico, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que, apesar das críticas que vem sofrendo por parte de membros da base aliada, do PT e da oposição, mantém a "consciência tranquila" ao chefiar a pasta que comanda a Polícia Federal. O ministro defende sua gestão e afirma que atua com isenção. "Não esperem de mim que eu diga não investiguem A, B C ou D. Um ministro da Justiça não pode conduzir investigações, seja para punir amigos ou inimigos", avisa.
Nos últimos dias a situação de Cardozo ficou ainda mais delicada após a Polícia Federal cumprir mandados de busca e apreensão na empresa do um dos filhos do ex-presidente Lula, Luís Cláudio Lula da Silva, investigado na Operação Zelotes. O ministro defende o antecessor de Dilma. "Conheço Lula há muitos anos e tenho a total confiança de que ele não se envolveu nem permitiria que alguém próximo dele se envolvesse em desmandos", declarou. Segundo informações de bastidor, a ação dos policiais estremeceu a relação entre Cardozo e Dilma, sua principal aliada, e Lula.
Porém, antes mesmo desta última ação da PF, o ministro já vinha sendo criticado em decorrência dos desdobramentos da Operação Lava Jato, que motivaram inquéritos e denúncias contra ministros, lideranças do PT e de siglas da base aliada.
Em meio à crise política que coloca em dúvida sua permanência no governo federal, o ministro afirmou que continua no cargo. "Enquanto a presidente quiser e eu achar que não atrapalho, eu fico", disse. Um dos nomes cotados para assumir o lugar de Cardozo é o deputado Wadih Damous (PT-RJ), ex-presidente da OAB-RJ e autor de uma das liminares obtidas no Supremo para suspender o rito do impeachment na Câmara dos Deputados.
Lula é um dos principais críticos da permanência de Cardozo, e mais de uma vez o ex-presidente sugeriu a Dilma que o substituísse, alegando que o ministro não tinha controle sobre a instituição. A própria indicação de Wadih para assumir a pasta é atribuída ao ex-presidente.
Leia a íntegra da entrevista no Valor Econômico
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