[caption id="attachment_244325" align="alignleft" width="360" caption="Deputado ficou irritado por ter sido preterido em favor de André Moura"]

[fotografo]Marcelo Camargo/Agência Brasil[/fotografo][/caption]O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) recusou nesta quarta-feira (18) o convite do presidente interino Michel Temer para ser o líder de seu governo no Congresso. O parlamentar ficou irritado por ter sido antes convidado pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Geddel Vieira Lima, para ocupar a função de líder do governo na Câmara. Horas depois, o convite foi desautorizado pelo Palácio do Planalto, que optou pelo deputado
André Moura (PSC-SE) - segundo diversas lideranças parlamentares, uma escolha imposta a Temer pelo presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que tem em Moura mais do que um aliado fiel, mas também um amigo. Tanto Cunha quanto André Moura são alvos da
Operação Lava Jato.
A recusa de Rodrigo Maia foi combinada com os líderes de outros partidos, como PSDB, PPS e PSB, que também ficaram irritados com o convite desfeito ao deputado fluminense. "O governo está batendo cabeça", disse ao
Congresso em Foco um deputado do DEM.
O bloco informal formado pelos quatro partidos passou a se chamar Oposição pelo Brasil, em contraponto ao grupo formado por
13 legendas pequenas e médias e anunciado hoje (quarta, 18). PTB, PP, PRB, PRTB, PTN e PSL, entre outros, vão atuar de forma mais distante do Palácio do Planalto.
O governo tenta encontrar um deputado ou senador para ocupar o posto de líder do governo no Congresso. A função é importante porque vai coordenar a aprovação de matérias que terão obrigatoriamente votação nas duas Casas, como prevê a Constituição. Entre estes projetos estão as medidas provisórias e até propostas de emenda à Constituição que serão enviados ao Legislativo por Temer nas próximas semanas.
Um dos nomes estudados pelo governo é o do senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), ex-ministro da Previdência no governo Dilma Rousseff, entre 2011 e 2015.
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