[caption id="attachment_93389" align="alignleft" width="285" caption="Ministros do TCU rebateram críticas duras feitas pelo ex-ministro do STF à corte"]

[fotografo]Gervásio Baptista[/fotografo][/caption]O Tribunal de Contas da União (TCU) reagiu às críticas feitas no último fim de semana pelo ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa. Em nota à imprensa, os ministros da corte se referiram ao ex-ministro aposentado simplesmente como "advogado"e disseram que as declarações dele revelam falta de informação, "destempero" e "desequilíbrio". Joaquim qualificou o TCU como "
playground de políticos fracassados" que "querem uma boquinha".
"O advogado Joaquim Barbosa mostra-se completamente desinformado ao atacar, gratuitamente, o Tribunal de Contas da União, instituição republicana tão relevante para o controle das contas públicas. Lamenta-se o destempero, o desequilíbrio e a falta de conhecimento das funções constitucionais do TCU e da relevância de suas decisões", diz a nota, assinada pelos nove ministros, pelos quatro ministros-substitutos (auditores de carreira) e pelo procurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Paulo Bugarin.
As declarações de Joaquim Barbosa foram feitas em palestra proferida pelo ex-ministro num congresso da BM&F Bovespa, em Campos do Jordão (SP), no último sábado. O ex-ministro do STF disse que o tribunal não tem competência para abrir caminho para um eventual pedido de impeachment da presidente Dilma. O TCU julga as prestações de contas do governo de 2014 e deu prazo para a presidente esclarecer irregularidades apontadas pelo tribunal. Ela corre o risco de ser condenada por crime de responsabilidade pelas chamadas "
pedaladas fiscais", entre outros problemas identificados pela corte.
"Não acredito em um Tribunal de Contas da União como um órgão sério de um processo desencadeador de tal processo. É um órgão com as virtudes extirpadas. Afinal, é um playground de políticos fracassados que, sem perspectiva de se eleger, querem uma boquinha. O TCU não tem estatura institucional para conduzir algo de tamanha gravidade", atacou Joaquim.
Impeachment
Segundo ele, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também não tem legitimidade para decidir o futuro da presidente. Na avaliação dele, o TSE se fragiliza porque advogados com mandato fixo que não se desvinculam de suas atividades profissionais ocupam um terço de suas cadeiras. O tribunal analisa as contas eleitorais de Dilma.
O ex-ministro ressaltou que é preciso que haja prova de envolvimento da presidente em eventual crime para que a hipótese de impeachment seja levada adiante. Do contrário, advertiu, o risco para a democracia é grande.
"Impeachment é uma coisa muito séria que, se levada a cabo, a gente sabe como começa, mas não sabe como termina. É um abalo sísmico nas instituições. Tem que ser algo muito bem baseado, tem que ser uma prova cabal, chocante, envolvendo diretamente o presidente. Sem isso, sairemos perdendo. As instituições sairão quebradas", disse.
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