[caption id="attachment_219908" align="alignright" width="285" caption="Ministro rebate acusações de "barganha" feitas por Cunha"]
Jaques Wagner_Antonio Cruz/Agência Brasil" src="https://static.congressoemfoco.com.br/2015/12/Jaques.jpg" alt="" width="285" height="270" />[fotografo]Antonio Cruz/Agência Brasil[/fotografo][/caption]O ministro da Casa Civil,
Jaques Wagner, rebateu as declarações do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de que a presidenta Dilma Rousseff mentiu ao dizer que o Palácio do Planalto não fez barganha política com o Congresso Nacional e disse quem mentiu foi o parlamentar.
O presidente da Câmara disse hoje (3) que Dilma esteve ontem (2) com o deputado André Moura (PSC-SE) para oferecer o apoio do PT a Cunha no Conselho de Ética (onde ele enfrenta um processo) em troca da aprovação do projeto que recria a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
"Sobre a afirmação do presidente da Câmara, ele é que mentiu, na medida que disse que ontem o deputado André Moura teria estado com a presidenta Dilma, levado por mim. O deputado André Moura não esteve com a presidenta Dilma, esteve comigo, sempre discuti com ele como emissário do presidente da Câmara, sempre discuti com ele pauta econômica", disse o ministro em entrevista coletiva no Palácio do Planalto após se reunir com Cunha.
Wagner disse que a conversa com Moura se resumiu a projetos da área econômica que estão na pauta da Câmara e que nunca falou sobre a aceitação do pedido de abertura de
impeachment. "Nunca conversei com o deputado André Moura - e ele seguramente irá confirmar - sobre arquivamento ou não de pedido de
impeachment, até porque sou da tese de que não podemos sustentar um governo o tempo todo ameaçado, chantageado com a entrada ou não do pedido de
impeachment", avaliou.
O ministro, que é um dos mais próximos de Dilma, elevou o tom contra as declarações de Cunha, disse que a presidência da Casa foi transformada em um "
bunker da oposição" e que, por causa da investigação do Conselho de Ética, o parlamentar não tem mais legitimidade para presidir a Câmara. "Ele perdeu a legitimidade para sentar na presidência da Casa que o está julgando."
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