[caption id="attachment_232974" align="alignleft" width="360" caption="Deputado quer se dedicar exclusivamente à comissão processante"]

[fotografo]Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil[/fotografo][/caption]O líder do PSD na Câmara, Rogério Rosso (DF), vai deixar temporariamente a função de liderança para se dedicar com exclusividade à presidência da Comissão Especial do Impeachment, durante todo o trabalho de análise e votação do pedido de deposição da presidente Dilma Rousseff. De postura independente em relação ao governo, embora seu partido componha a base governista, Rosso passou boa parte deste sábado (19) no Congresso, em uma força-tarefa com assessores para iniciar a leitura técnica das cerca de seis mil páginas da denúncia contra Dilma, assinada por juristas e posta em andamento, em 2 de dezembro, pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Durante seu afastamento temporário, exercerá a função de líder de bancada o primeiro vice-líder do PSD na Câmara,
Paulo Magalhães (BA), que será auxiliado pelos demais vice-líderes da sigla. Por meio de nota, Rosso diz que tomou essa decisão para "preservar sua imparcialidade e foco absoluto nos trabalhos da comissão" processante. Ao final da missão, acrescenta, retomará a condução do partido na Casa.
Para Rosso, a comissão deixará a matéria pronta para o plenário em um prazo de 30 a 40 dias. Em entrevista veiculada ontem (sexta, 18) pela Agência Câmara, ele evitou adiantar o que pensa, na condição de membro de um partido da base, sobre o processo que pode culminar na cassação do mandato de Dilma.
"O PSD tem deputados da base, que votam com o governo, e deputados que não votam com o governo. Portanto, a minha posição, conhecida pela sociedade brasileira, é absolutamente de isenção, de aguardar os fatos, e assim termos todos uma posição em Plenário, trabalhando exatamente com base na Constituição", tergiversou.
Rosso nasceu no Rio de Janeiro há 47 anos e foi criado em Brasília. É advogado e músico, e está no exercício de seu segundo mandato de deputado federal. Antes disso, foi secretário da Agência de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal, administrador da cidade-satélite de Ceilândia e presidente da Companhia de Planejamento do DF. Em 2010, como desdobramento da Operação Caixa da Pandora - escândalo de corrupção que levou à prisão do ex-governador José Roberto Arruda -, foi eleito pela Câmara Legislativa para governar o Distrito Federal entre abril de 2010 e 1º de janeiro de 2011.
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