[caption id="attachment_257355" align="alignleft" width="295" caption="Operador do mensalão, Valério cumpre pena de prisão em regime fechado e também é réu na Lava Jato"]

[fotografo]Reprodução[/fotografo][/caption]Condenado a mais de 37 anos de prisão no mensalão, o empresário Marcos Valério Fernandes será ouvido pela primeira vez na Justiça sobre o esquema investigado na Lava Jato. O juiz Wagner de Oliveira Cavalieri, de Minas Gerais, autorizou que Valério preste depoimento, em 12 de setembro, em Curitiba, ao juiz
Sergio Moro, que preside a operação na Justiça Federal. O empresário é réu em processo da 27ª etapa da Lava Jato, batizada de Carbono-14. Ele cumpre pena atualmente em regime fechado na Penitenciária Nelson Hungria, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Segundo procuradores da força-tarefa, Valério afirmou em depoimento que parte do empréstimo de R$ 12 milhões entre o pecuarista José Carlos Bumlai e o Banco Schahin foi repassado ao empresário Ronan Maria Pinto, que, segundo ele, extorquia dirigentes do PT. Réu no mesmo processo, Ronan também está preso no Complexo Médico-Penal de Pinhais, no Paraná.
As investigações apontam que, em troca do empréstimo de R$ 12 milhões do banco ao Partido dos Trabalhadores, a empreiteira do grupo fechou um contrato de R$ 1,6 bilhão para operar um navio-sonda da Petrobras. Segundo Valério, metade do valor do empréstimo, R$ 6 milhões, foi destinado a Ronan, que fazia, ainda de acordo com o empresário, chantagem contra o ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira, os ex-ministros José Dirceu e Gilberto Carvalho, e o ex-presidente Lula para não revelar detalhes do caso da morte do ex-prefeito de Santo André (SP) Celso Daniel (PT).
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