[fotografo]Tânia Rêgo/Agência Brasil[/fotografo]
O Ministério da Economia decidiu nesta quarta-feira (6) zerar o
imposto de importação de seringas e agulhas na tentativa de baratear a compra desses produtos no exterior. A alíquota hoje é de 16%.
Responsável pela decisão, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) informou que os produtos serão incluídos na lista de reduções tarifárias temporárias em vigor durante o combate à pandemia de covid-19.
O Comitê também decidiu suspender a sobretaxa adotada como medida antidumping para as importações de seringas descartáveis originárias da China. Assim como no caso das reduções tarifárias, a suspensão valerá até o dia 30 de junho de 2021.
Mais cedo o presidente
Jair Bolsonaro anunciou a suspensão na compra de seringas até que os preços voltem à normalidade. Ele atribuiu o fracasso em leilão de seringas, promovido pelo Ministério da Saúde na semana passada, a um aumento no preço do produto.
"Como houve interesse do
Ministério da Saúde em adquirir seringas para seu estoque regulador, os preços dispararam e o MS suspendeu a compra até que os preços voltem à normalidade", escreveu em suas redes sociais. Ao tentar comprar mais 300 milhões de seringas na semana passada - o que daria segurança a uma futura vacinação contra a
covid-19 -, a pasta conseguiu apenas 2,4% do previsto.
O Brasil consome, segundo Bolsonaro, 300 milhões de seringas anualmente. Hoje, o volume em estoque por estados e municípios seria suficiente para o início das vacinações porque, segundo o presidente. "A quantidade de vacinas num primeiro momento não é grande", afirmou.
A lista dos países que já estão vacinando contra covid-19
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