Léo Pinheiro em depoimento à CPI da Petrobras no Congresso
[caption id="attachment_260435" align="alignleft" width="300" caption="Léo Pinheiro também é alvo da Operação Lava Jato"]

[fotografo]Luis Macedo/Câmara dos Deputados[/fotografo][/caption]O ex-presidente da OAS Léo Pinheiro e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto são alvos da
Operação Greenfield, deflagrada na manhã desta segunda-feira (5) pela Polícia Federal em oito estados e no Distrito Federal. O executivo foi preso preventivamente por ordem de
Sergio Moro depois de ser conduzido coercitivamente para prestar depoimento no âmbito da Greenfield. Já Vaccari foi alvo de mandado de busca e apreensão, mas já está preso desde abril do ano passado em Curitiba pela
Lava Jato.
Ambos também são investigados pela
Operação Lava Jato. Léo Pinheiro, que já cumpria prisão domiciliar, no mês passado, esteve no centro de uma
polêmica entre a Procuradoria-Geral da República e o Supremo Tribunal Federal (STF). Após a divulgação de que sua delação premiada cita o ministro
Dias Toffoli, o empreiteiro teve o acordo de colaboração suspenso pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo Pinheiro, Toffoli teria recorrido a uma empresa indicada pela OAS para realizar uma obra em sua casa em Brasília. O ministro nega que tenha relação de intimidade com Léo Pinheiro e ressalta que pagou pelas reformas realizadas em sua residência.
A Operação Greenfield, por sua vez, investiga, por crimes de gestão temerária e fraudulenta, os quatro principais fundos de pensão do país: a Previ (de funcionários Banco do Brasil), o Postalis (de servidores dos Correios), a Funcef (de trabalhadores da Caixa) e a Petros (de empregados da Petrobras). A suspeita é de que o prejuízo nessas instituições tenha chegado a R$ 8 bilhões.
Ao todo, são cumpridos 106 mandados de busca e apreensão, 34 de condução coercitiva e sete de prisão temporária. Os mandados foram expedidos pela 10ª Vara Federal de Brasília e alcançam investigados no Distrito Federal e em oito estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Amazonas.
Quatro núcleos
Segundo o Ministério Público Federal, a Operação Greenfield é um dos desdobramentos da investigação iniciada há um ano e meio e tem como base dez casos descobertos a partir da análise das causas dos deficits bilionários apresentados pelos fundos de pensão. Ainda na fase preliminar da apuração foram encontrados indícios de que, em oito deles, as instituições realizaram investimentos - de forma temerária ou fraudulenta - por meio de Fundos de Investimentos em Participações (FIPS).
Com base nas informações e documentos reunidos durante a apuração, os investigadores já constataram a existência de quatro núcleos distintos que atuavam na possível organização criminosa: o empresarial; o de dirigente de Fundos de Pensão; o de empresas avaliadoras de ativos e o de gestores e administradores dos FIPs. Há ainda outros dois núcleos que estão sendo mapeados. O avanço das investigações permitirá que os envolvidos respondam na medida de suas participações, por gestão temerária ou fraudulenta, além de outros crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
Por meio de nota oficial, o Partido dos Trabalhadores saiu em defesa do ex-tesoureiro e classificou como "desnecessária e arbitrária" a diligência da PF. Veja a íntegra da nota abaixo.
"O PT repudia a desnecessária e arbitrária ação de busca e apreensão realizada nesta segunda-feira (05/09) na residência da família do companheiro João Vaccari Neto.
Já não bastasse o fato de Vaccari estar preso injustamente em Curitiba há mais de ano, a operação de hoje, motivada exclusivamente por relatos de delatores, representa mais uma entre tantas arbitrariedades de que têm sido vítimas Vaccari e seus familiares.
São Paulo, 5 de setembro de 2016.
Rui Falcão
Presidente Nacional do PT"
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