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Congresso em Foco
2/8/2009 15:36
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Lúcio Lambranho, enviado especial
Fotos: Cristina Gallo, especial para o Congresso em Foco.
Manágua (Nicarágua) - Desde que saiu de duas longas guerras no final da década de 70 e até 1990, a Nicarágua, conhecida como terra dos vulcões, tem tentado desenvolver o turismo como forma de diminuir seus problemas sociais e sair do incomodo ranking de terceiro país mais pobre da América Latina.
Além da cadeia de vulcões, o país explora há poucos anos suas belezas naturais e suas praias no lado Atlântico e Caribenho ou no Pacífico. Nos últimos 10 anos, a especulação imobiliária fez com que os nativos vendessem parte de seus terrenos a beira-mar para estrangeiros, principalmente norte-americanos. A concentração de condomínios de luxo foi tanta que o governo sandinista teve que editar uma lei que regula o uso das áreas de marinha, em 2008, para garantir a passagem dos nicaraguenses e dos demais turistas em áreas particulares nas praias.
E, mesmo com esses problemas, a atividade é uma das que mais cresceram nos últimos cinco anos na Nicarágua. O Instituto Nicaraguense de Turismo (Intur) estima que o fluxo de turistas pode aumentar a um ritmo de 15% por ano e gerar a entrada de divisas na faixa dos 18%. Os dados fazem parte da estimativa para o setor entre 2008 e 2012.
Caso esses dados sejam confirmados, o país pretende gerar 174 mil novos empregos, o que pode se tornar um importante investimento social considerando que 70% da população vivem na informalidade.
De janeiro a abril de 2009, a Nicarágua recebeu 380.567 turistas internacionais, um aumento de 37.179 visitantes em relação ao mesmo período do ano passado, o que representa um crescimento de 10,8% na entrada de estrangeiros que chegam ao país para passear. Nos primeiros quatros meses do ano, que são os últimos dados oficiais do governo nicaraguense, chegaram ao país 41 cruzeiros internacionais, 5,1% a mais que os cruzeiros atendidos entre janeiro e abril de 2008.
Os turistas brasileiros ainda estão em minoria na Nicarágua. Representaram, nesse período, 1.017 pessoas, o que corresponde a apenas 0,3% de participação de visitantes de todas as nacionalidades. Os países sul-americanos representam apenas 2,2% do total de visitantes.
As nacionalidades dos turistas que mais visitaram a Nicarágua nesse período foram: 22,6% de norte-americanos, 19,8% de hondurenhos, 12,7% de salvadorenhos, 10,8% de costarriquenses, 7,2% de guatemaltecos e 26.9% de outras nacionalidades. Ou seja, os visitantes mais ativos, além dos norte-americanos, são principalmente de países vizinhos da América Central, que representam 60,4% do total de turistas.
Mas os nicaraguenses informam que entraram na briga pelo mercado emergente de turistas russos, uma tentativa de ampliar o baixo número de visitantes europeus. Atualmente apenas 8,1% dos turistas são originários da Comunidade Européia.
Para revelar uma parte das belezas naturais do país centro-americano, ainda pouco conhecidas no Brasil, o Congresso em Foco fecha a série Nicarágua 30 anos, com uma sequência de fotos de Cristina Gallo, fotógrafa catarinense radicada em Brasília desde 2004. As imagens mostram as praias de San Juan del Sur, na costa pacífica, a ilha de Ometepe, maior das duas ilhas do Lago Nicarágua, e, principalmente, a arquitetura e o dia-a-dia das cidades coloniais de León e Granada.
O Congresso em Foco encerra com esta reportagem a série Nicarágua 30 anos, sobre a realidade do país três décadas depois da Revolução Sandinista. O material mostrou com textos, fotos e vídeos as violações cometidas contra os direitos humanos durante a ditadura de Anastácio Somoza e a guerra civil dos anos 80, além da participação dos brasileiros no esforço de reconstrução e de ajuda humanitária ao país centro-americano.
Fica registrado o agradecimento do Congresso em Foco ao embaixador brasileiro em Manágua, Flávio Macieira, e a Milton Rondó, atual coordenador-geral de Ações Internacionais de Combate à Fome (CGFome) do Ministério das Relações Exteriores (MRE). E a todos os personagens retratados nas matérias da série, que nos honraram com suas histórias de luta pela democracia.Por último, o site faz uma homenagem póstuma a Dionísio Meza Romero (foto), o "Nicho", como era conhecido entre os ex-combatentes do Museu da Revolução em Léon.
O ex-guerrilheio foi guia do repórter no final de 2007, quando surgiu a idéia da publicação desta série. Um ano depois, Dionísio morreu de complicações hepáticas, deixando mulher e dois filhos e sem poder ter um novo contato com a reportagem do Congresso em Foco, na viagem entre os dias 9 e 21 de julho deste ano.
Os "compas" de Léon resolveram homenagear o amigo, dando ao Museu o seu nome. Para o site, "Nicho" será sempre lembrado pelas primeiras aulas sobre a história do seu país e que inspiraram essa série jornalística.
Leia todas as reportagens da série Nicarágua 30 anos
Torre de Igreja em Granada
Vitrais de casas tradicionais em Granada
Charrete é usada em velório em Igreja de Granada
Vistas da torre e do interior de uma das
Igrejas em Granada
Ônibus urbano em meio a uma feira livre em León
Ilha de Ometepe, a maior do lago Nicarágua onde existem
dois vulcões, um ativo na esquerda e um inativo no canto
esquerdo da foto
Por do sol na Ilha de Ometepe
Praia de San Juan del Sur, no Pacífico,
vista da col
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