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Congresso em Foco
23/2/2019 | Atualizado às 10:49
>> Envio de ajuda humanitária à Venezuela aumenta chance de confronto na fronteira, dizem senadores
O senador por Roraima Telmário Mota (Pros) criticou ontem, em entrevista ao Congresso em Foco, a insistência das autoridades brasileiras em levar a ajuda à Venezuela. Para ele, essa disposição só aumenta a chance de conflito armado na fronteira entre os dois países. "Pode haver um confronto direto e a população de Roraima é que vai estar na mira", afirmou o senador. "Se o Brasil quer fazer uma ajuda humanitária, que faça a partir da ONU [Organização das Nações Unidas]. De repente o Brasil vai ser escudo de uma guerra que só interessa aos Estados Unidos. É um ato de irresponsabilidade nesse momento. O Brasil está interferindo na política externa da Venezuela e fazendo uma escolha partidária", defendeu Telmário. Mortos e feridos Nessa sexta, houve confrontos entre militares e manifestantes na fronteira entre os dois países. Segundo parlamentares, duas pessoas morreram e 15 ficaram feridas. Pelo menos sete venezuelanos feridos tentavam cruzar a fronteira e foram conduzidos para hospitais em Boa Vista. As vítimas são indígenas. O conflito, conforme relatos, ocorreu a 60 quilômetros da fronteira, na região Gran Sabana, onde há uma comunidade indígena da etnia Pemon, favorável à ajuda humanitária internacional. Como os indígenas tentaram desobstruir a via, impedida pelos militares venezuelanos, os confrontos começaram. A Secretaria de Saúde de Roraima informou que os cinco feridos foram baleados e transportados em ambulâncias venezuelanas autorizadas a cruzar a fronteira. Eles estão sob observação médica no Hospital Geral de Roraima. De acordo com a secretaria, cinco pacientes tiveram de passar pelo centro cirúrgico. Os demais venezuelanos foram atendidos no setor do Grande Traumas e permanecem em observação.>> Chanceler vai à Colômbia para apoiar ajuda humanitária à Venezuela
Com informações da Agência BrasilTags
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