Senador Omar Aziz quer diálogo com Lira antes de apresentar relatório do arcabouço. Foto: Pedro França/Ag. Senado
O presidente da
CPI da Covid, senador
Omar Aziz (PSD-AM), reafirmou nesta quarta-feira (7), que a Comissão deve funcionar durante o recesso do Legislativo. De acordo com Aziz, há uma conversa com o presidente da Casa, senador
Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para que os trabalhos não parem entre os dias 18 e 30 de julho.
Para justificar a continuidade dos trabalhos, Omar Aziz chegou a citar a depoente desta terça-feira (6), a servidora do Ministério da Saúde,
Regina Célia, acusada de não fiscalizar os contratos irregularidades das negociações das doses da
Covaxin no
Ministério da Saúde.
"Eu não vou dar um de Regina Célia e entrar de férias como ela fez. Às vezes você não pode ser deselegante porque é uma senhora, mas é espantoso", disse Aziz se referindo às alegações da servidora que não soube responder às perguntas sobre irregularidade no contrato da Covaxin porque "estava de férias".
Segundo Aziz, os danos para o Senado com o funcionamento da CPI no recesso legislativo seria o da carga horária dos servidores da Casa, mas que isso está sendo resolvido com Pacheco.
O recesso formal dos congressistas só é possível com a aprovação da
Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da
Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2022. Para isso,
Câmara e
Senado trabalham juntos na
Comissão Mista de Orçamento (CMO), que foi instalada nesta quarta-feira (7).
O orçamento de 2020 só foi analisado pelos senadores no início deste ano. Nos bastidores do Senado, parlamentares dizem que a estratégia do governo com a instalação da CMO e o início do recesso legislativo é parar os trabalhos da CPI. "Eles querem estancar a sangria", disse um senador sob reserva.
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