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VÍDEO
Congresso em Foco
13/8/2026 20:29
Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (13), o presidente do partido Missão e candidato ao Planalto, Renan Santos, afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ou um dos membros de sua equipe teria tomado conhecimento e confirmado por e-mail o preenchimento de sua ficha de filiação à legenda.
O dirigente exibiu o sistema de envio de e-mails utilizado pelo partido em seus processos internos de filiação, que diferencia mensagens apenas enviadas, mensagens visualizadas e mensagens abertas com cliques nos links encaminhados. Entre os envios do último tipo, estavam um de confirmação do cadastro no Missão e outro para download de aplicativo.
"Esse cadastro foi feito com o e-mail oficial dele do Senado. Ou seja: as pessoas não apenas tinham ciência dentro da turma do Flávio, como clicaram em links internos, deixando muito claro que havia algo acontecendo dentro do gabinete dele", sugeriu Renan Santos. Flávio Bolsonaro, por sua vez, atribuiu o episódio a um ataque hacker ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tese negada pela Corte.
Renan Santos também antecipou que pretende tornar públicas as informações técnicas do processo de filiação de Flávio. "Eu e o partido Missão vamos disponibilizar para o TSE e para toda a imprensa, todos os dados, e-mails, logs e IP, tudo desse caso, para que todo mundo possa ver e redescobrir a verdade do caso".
Mais cedo, a legenda divulgou um relatório produzido por sua equipe de tecnologia. No documento, constatou que Flávio foi cadastrado com endereço na "Rua dos Bandidos, nº 666, Bairro Miliciano", e com um CPF genérico de número 123.456.789-09.
Timing favorável
No mesmo vídeo, Renan Santos questionou o momento em que a equipe de Flávio Bolsonaro trouxe o caso da falsa filiação ao conhecimento público. "Por que diabos, ao reportar para a imprensa que isso aconteceu, eles disseram que barraram a candidatura dele [e], quando a candidatura não é barrada, e depois convocam uma manifestação que é na verdade o ato de lançamento de campanha dele aqui no Rio de Janeiro?".
O presidenciável alega ser "muito conveniente criar uma confusão e depois sair correndo para se fazer de vítima", e cogitou a possibilidade de a situação ter sido criada para evitar que dessem atenção à sua declaração de bens, "que deve ser bem alta, bem pouco condizente com a história de rapaz tranquilo que usa relógio Casio como ele tenta vender para todo mundo".
Filiação irregular
A irregularidade veio à tona pela manhã, quando a equipe de campanha de Flávio tentou registrar sua candidatura ao Planalto e constatou que ele aparecia no sistema da Justiça Eleitoral como filiado ao Missão. A inconsistência impediu a conclusão do pedido de registro pelo PL.
Inicialmente, integrantes da campanha levantaram a hipótese de invasão ao sistema, mas o TSE descartou ataque hacker. Segundo a Corte, a filiação foi realizada por meio do uso indevido da ferramenta partidária por alguém que possuía credenciais do Missão.
O presidente do tribunal, ministro Nunes Marques, encaminhou o caso à Procuradoria-Geral Eleitoral e determinou a abertura de inquérito pela Polícia Judiciária. Horas depois, determinou o restabelecimento imediato da filiação de Flávio ao PL, considerada contínua desde 30 de novembro de 2021, e ordenou a exclusão do vínculo com o Missão.
A decisão também liberou o Sistema de Candidaturas para que o PL prosseguisse com o registro da chapa presidencial e determinou a preservação dos registros de acesso e o encaminhamento do caso à Polícia Federal para investigação.
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