Publicidade
Publicidade
Receba notícias do Congresso em Foco:
ORÇAMENTO
Congresso em Foco
4/4/2025 | Atualizado às 8:41
O Senado encaminhou ofício, nessa quinta-feira (3), ao Supremo Tribunal Federal, respondendo a questionamentos do Psol sobre a constitucionalidade das novas regras para as emendas parlamentares, especialmente as chamadas emendas de líderes.
Essas novas regras foram estabelecidas pela Resolução 1/2025 do Congresso Nacional, seguindo uma decisão anterior do ministro do Flávio Dino, do STF. Uma das principais mudanças é a exigência de identificar o parlamentar ("padrinho") responsável pela indicação de recursos nas emendas de comissão.
O Psol alega que as emendas de líderes, da forma como estão sendo implementadas, não garantem a transparência exigida pelo STF e poderiam configurar uma nova forma de "orçamento secreto", pois permitiriam que líderes partidários indicassem emendas sem a devida identificação dos responsáveis, atribuindo-as genericamente à "bancada".
O Senado, por meio de sua Advocacia, afirma que a nova resolução não permite que um líder partidário decida sozinho sobre a indicação de uma emenda. De acordo com a Casa, a indicação ocorre após discussão e votação dentro da bancada do partido, e essa decisão é registrada em uma ata pública.
O líder partidário, prossegue o Senado, apenas encaminha a indicação da bancada para a comissão responsável pela área da emenda. Cabe, em seguida, à comissão decidir se aprova ou não a indicação feita pelo líder. Com isso, sustenta o Senado, o líder não tem poder exclusivo de direcionar os recursos.
A Advocacia do Senado também ressalta que as decisões anteriores do STF impedem que líderes tenham exclusividade na indicação de emendas, mas não proíbem a atuação deles desde que a indicação seja feita com a participação da bancada e outros membros das comissões possam também sugerir emendas. O Senado também afirma que está trabalhando em conjunto com a Câmara dos Deputados e o Poder Executivo para tornar as emendas parlamentares mais transparentes e rastreáveis.
O documento menciona que ajustes foram feitos no Orçamento de 2024 para se adequar às novas regras e que já começou o processo de identificar os "padrinhos" das emendas. Os advogados citaram no documento os colegiados que já fizeram essa ratificação das emendas: Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR), Comissão de Assuntos Sociais (CAS), Comissão de Infraestrutura (CI) e Comissão de Relações Exteriores (CRE).
O Senado conclui que está cumprindo integralmente as determinações do STF em relação à transparência das emendas.
As alegações do Psol
Temas
LEIA MAIS
SEGURANÇA PÚBLICA
ADPF das Favelas: STF reconhece falhas e abusos na segurança do RJ
REFORMA DA RENDA
Isenção do IR terá relatório "consistente e preciso", diz Lira