Publicidade
Publicidade
Receba notícias do Congresso em Foco:
Audiência
Congresso em Foco
27/3/2025 14:46
Débora dos Santos, acusada de escrever com batom "perdeu, mané" na estátua da Justiça durante os atos de 8 de janeiro, pediu perdão em audiência e disse que se arrependeu profundamente. "Eu nunca mais me envolvo com política. Isso me traumatizou. Não me representa, não sou essa pessoa", afirmou.
Conforme noticiou o Migalhas, o vídeo com o depoimento foi liberado após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, levantar o sigilo do processo. Durante a audiência, Débora disse que não teve intenção de atacar o Estado Democrático de Direito e que só ajudou a completar a frase que já estava sendo escrita por um desconhecido. "Foi um erro, me arrependo muito."
Segundo ela, a viagem para Brasília foi feita de ônibus e custou R$ 50, pagos do próprio bolso. Débora contou que saiu de Campinas (SP), cidade vizinha a Paulínia, onde mora, e que se hospedou com um grupo em frente ao QG do Exército. Ela negou envolvimento com qualquer organização e disse que não conhece quem organizou a caravana.
"Sou cristã, sempre fui correta. Uma semana antes, falei pro meu filho que pichar muro era errado. Eu não sei o que aconteceu comigo naquele momento. Foi no calor da situação", desabafou.
No fim da audiência, ela pediu perdão mais uma vez. "Entendi que tudo tem um processo, uma hierarquia. Jamais quis ferir isso. Só quero voltar pra minha família."
Leia também: "Não sabia do valor", diz pichadora de estátua no STF. Veja carta
O que aconteceu com Débora
Débora está presa desde março de 2023, quando foi alvo da oitava fase da Operação Lesa Pátria, que investiga quem participou e financiou os atos golpistas. Em julho, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou denúncia contra ela por cinco crimes: associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de bem tombado.
Apesar de muita gente nas redes sociais ter dito que ela pode pegar 14 anos de prisão por escrever com batom, o caso envolve muito mais do que isso. A pena proposta pelo ministro Alexandre de Moraes considera todos os crimes. Só os de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático somam quase 10 anos. Entenda melhor, clique aqui.
Temas
LEIA MAIS