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JUSTIÇA
Congresso em Foco
26/02/2025 | Atualizado às 16h17
Denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por liderar uma tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente Jair Bolsonaro prevê sua condenação, considerando a composição da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por seu julgamento. Em entrevista ao jornalista Léo Dias, Bolsonaro chamou a Turma de "câmara de gás" e disse que pode ser preso a qualquer momento. "É horrível. Mas eu não reclamo para a minha mulher, não reclamo para ninguém, eu vou enfrentar tudo", declarou. Em seguida, reforçou: "Eu posso ser preso amanhã cedo".
"Se você analisar uma turma com a outra, essa turma que eu estou, tem um apelido, né? Câmara de gás", declarou. "Pelo andar da carruagem, o senhor vai ser condenado por essa turma, né?", questionou o jornalista. "Hoje em dia, sim, mas tem um tempo pela frente ainda", respondeu. A Primeira Turma do STF é composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Cristiano Zanin e Flávio Dino.
Ele declarou que, se condenado pelas acusações, que podem resultar em mais de 40 anos de prisão, pode morrer na cadeia. Segundo ele, sua eventual prisão causará uma "comoção nacional". "Quarenta anos, não. Morrer na cadeia. Eu não vou viver mais [do que isso]. Para algumas pessoas importantes, não interessa eu preso, interessa eu morto Eu preso vou ser um problema também, vai haver uma comoção nacional", afirmou.
A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) inclui acusações de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e participação em organização criminosa, totalizando penas máximas de 43 anos de prisão, sem considerar agravantes. Pesquisa CNT divulgada nessa terça-feira (25) mostra que 56% dos brasileiros acreditam que o ex-presidente participou da tentativa de golpe.
Mauro Cid
Bolsonaro minimizou sua participação nos atos de 8 de janeiro, atribuindo-os a um plano da esquerda. Ele disse que Mauro Cid, seu ex-ajudante de ordens, sofreu tortura psicológica por Alexandre de Moraes para prestar depoimentos que o incriminassem. O ex-presidente alegou que o atual processo apresenta mais ilegalidades que os conduzidos pela Operação Lava Jato, que acabaram anulados.
"O Cid cresceu muito, todo mundo ligava para ele. Apelidei o telefone dele de muro das lamentações, e eu acho que ele se empolgou com essas missões. Ele tinha um excesso de iniciativa, às vezes ele queria resolver as coisas sem falar com as pessoas adequadas, mas tudo de boa fé", disse.
Ele também minimizou a importância de áudios que o incriminam, afirmando que embora tenham sido estudadas hipóteses de estado de sítio, não chegou a publicar nenhum decreto.
Michelle
Bolsonaro descartou uma eventual candidatura de Michelle Bolsonaro à Presidência da República em 2026. Segundo ele, a ex-primeira-dama deve concorrer ao Senado, possivelmente pelo Distrito Federal. Ele comentou sobre a relação conturbada entre Michelle e seu filho Carlos Bolsonaro, atribuindo-a a ciúmes, ao temperamento de Michelle e a problemas passados.
O ex-presidente evitou comentar sobre Pablo Marçal, elogiou Gusttavo Lima e aconselhou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) a ter cautela e evitar que a fama lhe suba à cabeça. "Meu sucessor é eu mesmo. Depois que eu morrer, eu digo meu sucessor", afirmou.
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