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REFORMA MINISTERIAL
Congresso em Foco
26/02/2025 | Atualizado às 07h33
Deputados da base governista e da oposição se dividiram em relação à atuação de Nísia Trindade à frente do Ministério da Saúde. Demitida nessa terça-feira (25) pelo presidente Lula, Nísia teve sua atuação destacada por governistas no plenário da Câmara.
"A ministra Nísia fez um trabalho muito bom no ministério, inclusive lançando hoje a vacina contra a dengue", declarou Ana Paula Lima (PT-SC), referindo-se à vacina nacional de dose única contra a dengue, prevista para ser disponibilizada a partir de 2026 para pessoas de 2 a 59 anos. A deputada Benedita da Silva (PT-RJ) também destacou ações do ministério sob a liderança de Nísia, como a contratação de 27 mil médicos pelo programa Mais Médicos e a aquisição de mais de 3 mil ambulâncias para o Samu.
A oposição, por outro lado, criticou o desempenho da agora ex-ministra. "Quase R$ 2 bilhões em medicamentos, vacinas e insumos incinerados. Aumento em 400% nos casos de dengue. Que absurdo", declarou Carlos Jody (PL-RJ).
O deputado Sargento Gonçalves (PL-RN) também criticou a gestão de Nísia, alegando um aumento expressivo nas mortes por dengue no Brasil. Dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde indicam 6.484.890 casos prováveis de dengue e 5.972 óbitos pela doença em 2024.
Já o deputado Julio Lopes (PP-RJ) ressaltou a importância de um Ministério da Saúde forte e atuante para atender a população brasileira, independentemente de posições políticas.
Novo ministro
Nísia será substituída por Alexandre Padilha, deputado federal licenciado (PT-SP) e atual ministro das Relações Institucionais. Ele assumirá a pasta da Saúde em 6 de março. Padilha já comandou o Ministério da Saúde entre 2011 e 2014.
A saída de Nísia Trindade, que presidiu a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de 2017 a 2022, período que abrangeu a pandemia de covid-19, foi selada em meio a pressões de parlamentares e membros do governo, que apontavam dificuldades na gestão de demandas políticas.
A gestão da ministra foi criticada especialmente em relação à negociação de emendas parlamentares. O Ministério da Saúde concentra uma das maiores fatias do orçamento federal, tornando-se um ponto de interesse para diversos grupos políticos. Durante seu período no cargo, houve queixas sobre a baixa execução orçamentária da pasta, fator que ampliou a pressão por sua substituição.
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