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Denúncia
Congresso em Foco
19/2/2025 | Atualizado às 22:18
O ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, Mauro Cid, reclamou durante delação premiada que "todos ficaram milionários" e que ficou enclausurado e engordou 10 quilos. O depoimento de 22 de março de 2024 e as demais delações de Cid tiveram o sigilo retirado nesta quarta-feira (19) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O desabafo do tenente-coronel se deu após o vazamento de áudio pessoal que foi veiculado na revista Veja. Na ocasião, Mauro Cid afirmou que todos se deram bem e ficaram milionários. Questionado pelo magistrado instrutor da sessão, o ex-ajudante de ordens afirmou que se referia a Jair Bolsonaro, "que ganhou pix", e os generais envolvidos na investigação.
Ele reclamou que "perdeu tudo, a carreira está desabando, e os amigos o tratam como leproso, com medo de se prejudicarem". Mauro Cid ainda desabafou que estava "agoniado, enclausurado", que engordou 10 quilos e que "as pessoas deviam o estar apoiando".
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou, nesta quarta-feira (19), a derrubada do sigilo da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro. A colaboração foi firmada em 2024 com a Polícia Federal e envolve investigações sobre tentativa de golpe de Estado, fraude nos cartões de vacinação e a venda de joias recebidas por Bolsonaro.
Além de tornar público o conteúdo da delação, Moraes também abriu prazo de 15 dias para que os 34 denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentem suas defesas. A PGR denunciou Bolsonaro e aliados sob a acusação de integrar uma organização criminosa que tentou minar a democracia brasileira. Entre os denunciados estão o general Braga Netto, ex-ministro da Defesa, e o próprio Mauro Cid, que fechou acordo para reduzir sua pena.
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