Jair Bolsonaro ainda possui deputados leais no PSL, que não aceitam terceira via, como Carla Zambelli. Foto: Reprodução
O grupo de deputados do PSL aliados do presidente da legenda,
Luciano Bivar (PE), vai expulsar a deputada federal
Carla Zambelli (SP) e outros deputados do partido para invalidar as assinaturas que
destituíram delegado Waldir (GO) da liderança do partido e colocaram Eduardo Bolsonaro (SP) no lugar.
"Se essa expulsão se confirmar, será uma tremenda injustiça, para não dizer outra coisa", afirma a deputada.
Desta forma, delegado Waldir continuará como líder do PSL. A expulsão de deputados aliados de Bolsonaro foi mencionada no início da semana pelo deputado Júnior Bozella (PSL-SP), um dos porta-vozes de
Luciano Bivar.
Mais cedo o grupo de deputados aliados ao presidente Jair Bolsonaro coletou 27 assinaturas, o número mínimo necessário para trocar o líder.
A informação foi mencionada pelo
Congresso em Foco, que ouviu um deputado do grupo bolsonarista. Para ele,
apenas Eduardo como líder pode pacificar a crise vivida pela sigla.
Em nova reviravolta,
Eduardo Bolsonaro perdeu a liderança do PSL. Em apenas alguns minutos após o anúncio público de que a ala mais bolsonarista do partido havia protocolado 27 assinaturas para retirar a liderança do Delegado Waldir, a ala fiel ao
Luciano Bivar apresentou outro documento, com 32 assinaturas contrárias a liderança de
Eduardo Bolsonaro.
Porém, minutos após essa manobra, a ala bolsonarista composta por
Carla Zambelli, Major Vitor Hugo e
Bia Kicis, apresentaram um novo documento, com mais 27 assinaturas, para manter
Eduardo Bolsonaro na liderança. Segundo estes parlamentares, esta última é a que vale. Falta a confirmação das assinaturas deste último documento.
O departamento de protocolo da Câmara dos Deputados está fechado e não há informação oficial sobre quem é líder do partido.
A
crise na sigla foi destacada pelo
Congresso em Foco em setembro, quando deputados revelaram ao
site que a situação dentro do partido era de racha e possível debandada.
O clima piorou no dia 8 de outubro, quando Bolsonaro disse para um seguidor esquecer da sigla. Desde então, troca de farpas estão acontecendo dos dois lados. Bolsonaro e seus aliados têm sido mais ferrenhos; do outro, o presidente do partido,
Luciano Bivar, e deputados que não fazem parte da ala mais bolsonarista.
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