Policiais faziam uma manobra para encerrar o passeio quando o presidente foi obrigado a frear bruscamente sua moto para evitar o choque. Foto: Alan Santos/PR
Sem máscara, o presidente
Jair Bolsonaro realiza mais uma motociata, agora em Florianópolis (SC). Neste sábado (7), o chefe do Executivo causou aglomerações ao cumprimentar apoiadores durante o trajeto entre a Via Expressa Sul, próximo ao túnel Antonieta de Barros e avenida Beira Mar Continental. A Polícia Militar Rodoviária estima que o evento concentre cerca de 25 mil pessoas.
Segundo dados da Secretaria de Saúde, na sexta-feira (6), dia que Bolsonaro desembarcou no estado para agenda com gestores, Santa Catariana apresentava mais de 1,1 milhão de casos confirmados de
covid-19, cerca de 1800 a mais que no dia anterior. 72% dos leitos de UTI estavam ocupados por pacientes acometidos pelo coronavírus e a doença somava 18.149 óbitos.
Apoiado pelo senador catarinense Jorginho Mello (PL), na sexta o presidente teve um encontro, em Joinville, com empresários convidados pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) e pela Associação Empresarial local, além da prefeitura da cidade.
Para a realização da motociata, o trânsito na cidade precisou ser modificado. A concentração começou às 7h da manhã, seguindo para as praias do norte, via SC-401, até chegar à parte continental da Ilha. O esquema de segurança que atua no evento de Florianópolis começou a ser planejado na última semana.
Pelo Twitter, o empresário Luciano Hang, CEO das Lojas Havan, convocou os internautas e celebrou a realização do evento. A última motociata, realizada em 31 de julho, em Presidente Prudente (SP) reuniu, ao todo, cerca de 30 mil motociclistas. Na ocasião, ele voltou a atacar o sistema eleitoral brasileiro e se posicionou a favor do
voto impresso.
Em junho, CPI da Covid aprovou um pedido de auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) para investigar os gastos públicos com as motociatas promovidas pelo presidente Jair Bolsonaro. O requerimento para apurar os custos das motociatas foi apresentado pelos senadores Humberto Costa (PT-PE) e Rogério Carvalho (PT-SE). ?
O argumento dos senadores foi que, além de provocar aglomerações, os passeios do presidente mobilizam uma grande estrutura, com um alto custo aos cofres públicos. São aeronaves oficiais, equipes de segurança, combustível e diárias para os agentes. O esquema local de acompanhamento da motociata cabe à Polícia Militar.
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Thaís Rodrigues é repórter do Programa de Diversidade nas Redações realizado pela Énois - Laboratório de Jornalismo, com o apoio do Google News Initiative.
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