[caption id="attachment_95892" align="alignright" width="280" caption="Romero Jucá disse que reajuste do mínimo se justifica pela perpectiva de inflação maior"]

[fotogrago]Antonio Cruz/ABr[/fotografo][/caption]O relatório final do Orçamento 2013 prevê o salário mínimo de R$ 674,96, R$ 4 a mais do que a previsão inicial. Além disso, o texto amplia em R$ 22 bilhões a proposta orçamentária para o próximo ano. Apresentado hoje, o parecer elaborado pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR) deve ser analisado amanhã (18) na Comissão Mista de Orçamento (CMO) e até quinta-feira (20) no plenário do Congresso.
Em entrevista concedida nesta manhã (17), o peemedebista confirmou o aumento. O valor atual do piso salarial nacional é de R$ 622. Para ocorrer o reajuste, Jucá reservou R$ 1,36 bilhão do Orçamento. "Cumprimos a lei do salário mínimo. Com a perspectiva da inflação ser maior, tivemos que suplementar o valor do salário mínimo e ele fica agora em R$ 674,96", disse.
Jucá anunciou também que seu relatório final amplia em R$ 22 bilhões a proposta orçamentária de 2013, quando comparada com o valor previsto inicialmente pelo governo. Jucá também ressaltou que, desses R$ 22 bilhões, R$ 21 bilhões destinam-se a investimentos. Ele adiantou que reservou R$ 3,9 bilhões para as compensações aos estados devido aos impactos da Lei Kandir.
Segundo ele, foram ampliados os investimentos nos programas de aquisição de alimentos da agricultura familiar e do Minha Casa, Minha Vida. "Todos esses pontos tinham sido cortados nos relatórios setoriais e restituí os valores originários, porque são programas importantes que precisam ser mantidos", afirmou o relator, de acordo com a
Agência Brasil.
Ele confirmou que o aumento para o Judiciário será limitado a 5%, conforme já havia anunciado antes. "Nós avaliamos a proposta do Judiciário, que foi encaminhada por meio de liminar dos ministros do Supremo Tribunal Federal, mas chegamos à conclusão de que não há espaço fiscal para um reajuste maior. Com os 5%, fica um reajuste igual para todos", disse, segundo a
Agência Senado. Ele complementou dizendo que o crescimento econômico para o ano que vem está previsto em 4,5%.
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