[caption id="attachment_113202" align="alignright" width="290" caption="Na ação, é questionado o uso de programas do governo como propaganda antecipada de Dilma"]

[fotografo]Antonio Cruz/ABr[/fotografo][/caption]A vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, entrou nesta quinta-feira (23) com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (
TSE) acusando o PT e a presidenta
Dilma Rousseff de propaganda eleitoral antecipada. Para a integrante do Ministério Público Eleitoral (MPE), houve "evidente promoção pessoal" nas propagandas veiculadas entre o fim de abril e o começo de maio no rádio e na televisão.
Cureau pede, caso seja considerada propaganda eleitoral antecipada, que seja determinada multa ao partido - o valor varia entre R$ 5 mil e R$ 25 mil - e a Dilma e que o TSE casse o direito de transmissão de propaganda eleitoral em bloco previsto para o segundo semestre. O caso, relativo aos programas exibidos em 27 e 30 de abril e 2 de maio, não tem data para ser julgado no plenário da corta eleitoral.
A procuradoria eleitoral diz, na representação, que houve "evidente promoção pessoal" de Dilma com o fim de fortalecer sua reeleição, ainda que não tenha havido pedido explícito de votos. Sandra Cureau considera ser de conhecimento público que Dilma Rousseff é notória pré-candidata à reeleição e que a mobilização em torno de sua candidatura tem como um dos seus principais incentivadores o ex-presidente Lula, que participa das inserções.
"O horário gratuito reservado ao Partido dos Trabalhadores não foi utilizado para a exposição dos programas partidários, mas para a promoção do nome e da imagem da pré-candidata Dilma Rouseff, com antecipação extemporânea da campanha eleitoral", disse Cureau. De acordo com a vice-procuradora, foram exaltadas propostas de Dilma em diversas áreas, como trabalho, educação, moradia, educação e meio ambiente.