[caption id="attachment_146149" align="alignleft" width="290" caption="Deputados e senadores se reúnem para examinar vetos. Nas últimas duas tentativas, votações foram adiadas"]

[fotografo]Pedro França/Ag. Senado[/fotografo][/caption]Deputados e senadores realizam sessão do Congresso Nacional nesta terça-feira (15), às 19 horas, para analisar
12 vetos a projetos de lei e requerimentos para a criação de comissões parlamentares mistas de inquérito.
O presidente do Senado,
Renan Calheiros (PMDB-AL), garantiu que será feita a leitura dos dois pedidos de CPIs mistas antes mesmo da análise dos vetos. A oposição quer uma exclusivamente para investigar denúncias contra a Petrobras, como a compra da refinaria de Pasadena (EUA), que teria sido superfaturada.
Já o governo aceita investigar a estatal, mas também quer, na mesma CPMI, apurar as denúncias de cartel e favorecimento de empresas nas licitações dos metrôs de São Paulo e do Distrito Federal, assim como a gestão de recursos federais para a construção da refinaria Abreu e Lima pela estatal pernambucana que administra o porto de Suape.
Tanto situação quanto oposição entraram no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo manifestação da Corte sobre a procedência ou não de comissões de inquérito sobre mais de um assunto.
Criação de municípios
O principal veto pautado na sessão do Congresso é o veto total ao Projeto de Lei Complementar
416/08, do Senado, que regulamentava a criação de municípios, estabelecendo critérios como viabilidade financeira, população mínima e plebiscito.
O governo argumenta que a medida permitiria a "expansão expressiva" do número de municípios no País, com aumento de despesas de manutenção de sua estrutura administrativa e representativa.
No Senado, o autor do projeto, senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), apresentou
outro texto (PLS 104/14) sobre o tema, que tem o apoio do governo. Por esse novo projeto, a criação de municípios no Norte e no Nordeste será facilitada, mas nas outras regiões haverá mais exigências, além de incentivos para a fusão e a incorporação de municípios que se mostraram inviáveis economicamente.
Minirreforma eleitoral
Outro veto em destaque retirou do Projeto de Lei 6397/13, do Senado, a proibição à propaganda em bens particulares. Assim, fica valendo a lei atual, que permite a prática por meio de placas, faixas, cartazes, bandeiras ou pinturas. O argumento da presidente Dilma Rousseff é que a restrição limita excessivamente os direitos dos cidadãos de se manifestarem a favor de suas convicções político-partidárias.
A minirreforma eleitoral (Lei
12.891/13) muda outras regras para as eleições, como as relacionadas à propaganda eleitoral na TV e na internet, e simplifica a prestação de contas dos partidos.
Para ser derrubado, um veto precisa do voto contrário da maioria absoluta de senadores (51) e de deputados (257).
A reunião do Congresso será realizada no Plenário da Câmara.
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