[caption id="attachment_188057" align="alignleft" width="286" caption="Janot pode ser novamente reconduzido ao cargo de procurador-geral da República"]

[fotografo]Fellipe Sampaio / STF[/fotografo][/caption]O atual procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi o mais votado nas eleições da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e encabeçará a lista tríplice na disputa para o cargo máximo da Procuradoria-Geral da República (PGR). Os três nomes serão entregues à presidente Dilma Rousseff, a quem compete encaminhar uma das indicações ao Senado.
Janot recebeu 799 votos nas eleições da ANPR; os sub-procuradores-gerais Mario Bonsaglia e Raquel Dogde também estarão na lista tríplice. Bonsaglia obteve 462 votos e Raquel Dogde, outros 402. Além deles, também concorria a uma vaga na lista tríplice o subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos, que conseguiu 217 votos.
A votação, que começou às 10h desta quarta-feira (5), foi encerrada às 18h30. A apuração foi feita por meio de um sistema eletrônico interno.
A presidente Dilma não é obrigada a nomear o candidato mais votado, porém esse critério tem sido observado desde o ex-presidente Lula. Para tomar posse, o procurador precisa ter o nome aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado e pelo plenário da Casa, em votação secreta. Janot enfrenta resistências no Senado por causa de sua atuação na Operação Lava Jato.
Para o presidente da ANPR, José Robalinho Cavalcanti, a lista tríplice para PGR é um avanço institucional para a sociedade brasileira por apresentar nomes legitimados pelo reconhecimento da carreira. "Nestas eleições, batemos o recorde histórico em número de votantes: 79% do total de 1.244 associados participaram do pleito", destacou.
De acordo com a Comissão Eleitoral da ANPR - composta pelos subprocuradores-gerais da República Oswaldo José Barbosa Silva e Paulo Gustavo Gonet Branco -, participaram 983 membros do MPF, ativos e inativos, associados à ANPR e foram registrados três votos nulos e 1.066 votos brancos.
Mais sobre MPF