[caption id="attachment_149473" align="alignleft" width="285" caption="Augusto Nardes já sinalizou intenção de votar pela rejeição das contas de Dilma"]
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[fotografo]Agência Brasil[/fotografo][/caption]Relator da prestação de contas de 2014 do governo Dilma, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes pediu reforço de segurança pessoal após ter recebido mensagens com ameaças.
Em entrevista ao jornal O Globo, Nardes disse que começou ontem (15) a se deslocar em Brasília protegido por dois seguranças do TCU, com escolta de um veículo de uma empresa contratada pelo tribunal.
O ministro disse ter ficado preocupado depois que recebeu em seu e-mail institucional mensagens com a seguinte ameaça: "Vamos acabar com você". Nardes levou o caso ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Leandro Daiello, a quem pediu para abrir uma investigação em busca dos autores da tentativa de intimidação. "Pedi formalmente o reforço da segurança. Chamei o secretário da presidência (do TCU) e pedi para aumentar a minha segurança, inclusive na minha casa", declarou o ministro ao
Globo.
Augusto Nardes também pediu segurança para os auditores responsáveis pela análise técnica das contas presidenciais. Segundo ele, os técnicos viraram alvos de "intimidação e constrangimento" com a divulgação de seu histórico profissional em blogs.
Ex-presidente do TCU, Nardes já sinalizou a intenção de votar pela rejeição das contas de Dilma por ver indícios de irregularidades na prestação, como as chamadas
pedaladas fiscais. O artifício contábil do governo para garantir a execução de programas sociais e cumprir meta de superávit (economia para o pagamento de juros da dívida pública) pode levar à rejeição da prestação de contas e abrir caminho para uma eventual abertura de processo de impeachment na Câmara.
Ao todo, o ministro apontou 15 indícios de irregularidade. A presidente apresentou sua defesa na última sexta-feira, negando ter praticado ilegalidades. Nardes deve levar seu voto a plenário assim que concluir a análise dos argumentos do governo. A palavra final sobre a aprovação ou rejeição das contas de Dilma, porém, será dada pelo Congresso.
Leia a reportagem do jornal O Globo
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