[caption id="attachment_232863" align="alignright" width="285" caption="Novo ministro da Justiça considera "fofoca"a afirmação feita por Lula em escuta telefônica sobre a necessidade de ele ter "pulso firme" sobre a PF"]

[fotografo]José Cruz/Agência Brasil[/fotografo][/caption]
O novo ministro da Justiça, Eugênio Aragão, afirma em entrevista que, caso perceba quaisquer indícios de vazamento ilegal de informações da
Operação Lava Jato, se valerá de suas prerrogativas para trocar toda a equipe da investigação. De acordo com material publicado neste sábado (19) pelo jornal
Folha de S.Paulo, o ministro avisa que "não precisa ter prova" da conduta indesejada para tomar providências ligadas às operações deflagradas pela Polícia Federal. "Cheirou vazamento de investigação por um agente nosso, a equipe será trocada, toda. Não preciso ter prova. A Polícia Federal está sob nossa supervisão", disse o novo ministro um dia depois de tomar posse no governo.
Segundo a entrevista da
Folha, apesar das insinuações sobre a escolha de Eugênio Aragão para assumir a pasta, o ministro explica que a definição não caracteriza possível influência dele nas decisões da Lava Jato. "Não tenho essa prerrogativa, essa competência", pontua Eugênio na publicação.
O ministro, considerado próximo ao PT, classificou como "extorsão" a maneira com que as delações premiadas são negociadas na maior operação realizada pela PF. Na entrevista, o jornal lembra que Eugênio apoia a posse do ex-presidente Lula na Casa Civil. Para ele, as declarações feitas por Lula em uma escuta telefônica - afirmando que Eugênio deveria ter "pulso firme" no ministério - além de não o caracterizarem como "pau-mandado" do líder petista, são consideradas "fofocas".
"As pessoas entre quatro paredes falam o que querem. Fico até me perguntando qual o interesse público numa fofoca dessa. Isso para mim se chama fofoca. Não me afeta", declarou à
Folha.
Eugênio Aragão tomou
posse na última quinta-feira (17) em cerimônia realizada no Palácio do Planalto. No mesmo dia, foram nomeados o ex-presidente Lula (Casa Civil),
Jaques Wagner (Gabinete Pessoal da Presidência da República) e Mauro Lopes (Aviação Civil).
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