Sérgio Moro durante audiência na CCJ do Senado para explicar sua relação com os procuradores do MPF quando era juiz da Lava Jato. Jefferson Rudy/Agência Senado
O ministro da Justiça,
Sergio Moro, vai enfrentar mais uma audiência pública nesta terça-feira (02), mas desta vez na Câmara, para explicar as conversas entre ele e os procuradores do Ministério Público Federal em Curitiba, responsáveis pela Operação Lava Jato. Os
diálogos ocorridos em um aplicativo de mensagens instantâneas começaram a ser divulgados em 9 de junho pelo site The Intercept e já renderam a
ida de Sergio Moro ao Senado.
A reunião na Câmara será feita às 14h conjuntamente por três comissões: Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ); de Trabalho, Administração e Serviço Público; e de Direitos Humanos e Minorias. Desde de que as reportagens começaram a ser publicadas, vários deputados fizeram requerimentos para convite e convocação de
Sergio Moro, a saída encontrada pelos presidentes das comissões foi costurar um acordo aglutinando todos os pedidos em um só para que fosse realizada uma audiência conjunta. A expectativa, no entanto, era que o ministro da Justiça tivesse comparecido à Câmara na última quarta-feira, dia 26 de junho. De acordo com nota do Ministério da Justiça, o cancelamento ocorreu por causa da viagem do ministro aos Estados Unidos.
No mesmo dia 26, o presidente da CCJ, deputado
Felipe Francischini (PSL-PR), informou ter recebido correspondência do ministério sobre a disposição de
Sergio Moro em comparecer à Câmara nesta terça-feira (02). Francischini é quem vai conduzir a reunião e comentou na noite desta segunda, em suas redes sociais, que Moro estará presente na condição de convidado e não de investigado.
A audiência pública acontece dois dias depois das manifestações populares convocadas pelo Movimento Brasil Livre, no domingo dia 30, que tiveram
o apoio a Sergio Moro e a Operação Lava Jato como pontos de unidade.
*Com informações da Agência Câmara.
>>Conselho do MP arquiva investigação sobre conversas entre Deltan e Moro
>>No Senado, Moro omite informação sobre grampo de Lula e Dilma