Publicidade
Publicidade
Receba notícias do Congresso em Foco:
Congresso em Foco
8/7/2021 | Atualizado às 13:34
"A persistência de impasses, o uso da regra do consenso como instrumento do veto e o apego a visões arcaicas de viés defensivo terão o único efeito de consolidar sentimento de ceticismo e dúvida quanto ao verdadeiro potencial dinamizador do Mercosul", completou Bolsonaro.
No discurso, o chefe do Executivo também elogiou sua própria gestão de antes e durante a pandemia da covid-19, e afirmou que a recuperação econômica do país "já começou". "Meu governo está empenhado em garantir rápida e plena recuperação da economia nesse momento, de intensificação da imunização em massa. Os brasileiros voltam a trabalhar, a estudar e a encontrar-se com plena segurança, a viver, enfim, em condições de absoluta normalidade", disse. Também estava prevista a participação do ministro de Relações Exteriores, Carlos França, e do secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys, na 58ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados. Leia o discurso do presidente, na íntegra: "[Após agradecimentos aos demais países do bloco] Lamento que, desta vez, não nos tenhamos encontrado presencialmente. Com o avanço firme e decisivo da vacinação em massa nos próximos meses, estarei honrado em poder recebê-los no Brasil no final do ano. Tenho a forte esperança de podermos celebrar, durante presidência brasileira do Mercosul, o inicio da superação deste período tão desafiador e sofrido para nossos países e para o mundo. Meu governo está empenhado em garantir rápida e plena recuperação da economia nesse momento, de intensificação da imunização em massa. Os brasileiros voltam a trabalhar, a estudar e a encontrar-se com plena segurança, a viver, enfim, em condições de absoluta normalidade. Com a graça de Deus, as mudanças de reformas que empreendemos no Brasil oferecem base firme para a retomada econômica, juntamente com as medidas emergenciais e de garantia do ganha-pão das parcelas mais vulneráveis de nossa população. Nossa recuperação de fato já começou, como mostram os números mais atualizados de nossa economia. Estou convencido que o Mercosul pode e deve desempenhar papel crucial nesses esforços. Precisamos para tanto transformá-lo em um instrumento efetivo de promoção da liberdade e da prosperidade para os nossos povos. Não podemos deixar que o Mercosul continue a ser visto como sinônimo de ineficiência, desperdício de oportunidades e restrições comerciais. De modo a superarmos essa imagem negativa do bloco, o foco do Brasil tem privilegiado a modernização da agenda econômica do Mercosul. Persistiremos nesse caminho durante o exercício da presidência 'pro tempore' que nos cabe até o final desse ano. Para avançar em passos certos e seguros, precisamos ter clareza de onde estamos. O semestre que se encerrou deixou de corresponder as expectativas e necessidades de modernização do Mercosul. Devemos ter apresentado resultados concretos nos dois temas que mais mobilizam nossos esforços recentes: a revisão da tarifa externa comum e a adoção de flexibilidades para a negociação de acordos comerciais com parceiros externos. Senhoras e senhores, o Brasil tem pressa. Os ministros e negociadores do Mercosul já estão cientes de nossa sede por resultados. Precisamos lançar novas negociações e concluir os acordos comerciais pendentes. Ao mesmo tempo em que trabalhamos para reduzir tarifas e eliminar outros entraves ao fluxo comercial entre nós e com o mundo em geral. Queremos e conseguiremos uma economia mais arejada e integrada ao mundo. Empresas mais competitivas, trabalhadores mais produtivos e consumidores mais satisfeitos. Não podemos patinar na concepção desses objetivos. O Mercosul precisa mostrar seu valor com entregas a população, com a conquista de novos mercados e pela eliminação de entraves que tenham como resultado mais empreendimentos, novos empregos e produtos mais baratos. A persistência de impasses, o uso da regra do consenso como instrumento do veto e o apego a visões arcaicas de viés defensivo terão o único efeito de consolidar sentimento de ceticismo e dúvida quanto ao verdadeiro potencial dinamizador do Mercosul. Senhoras e senhores, o Brasil não vai parar nos esforços para modernizar sua economia e sociedade. Queremos que nossos sócios tenham integração, sejam nossos companheiros nessa caminhada para a prosperidade comum. É por isso que, em nossa presidência de turno que se inicia hoje, continuaremos a trabalhar pelo resgate dos valores originais dos blocos, e melhor integração de nossas economias nas cadeiras regionais e internacionais de valor. Será a melhor maneira de honrar os 30 anos do Mercosul que celebramos nesse ano. O Mercosul nasceu de compromisso claro com a liberdade, com a democracia e de abertura para o mundo. Serão esses os princípios orientadores da atuação brasileira ao longo desse semestre. Na ampla agenda do Mercosul, trabalharemos para gerar resultados que podem ser entendidos, valorizados e acima de tudo sentidos e percebidos por nossas populações e nossos empresários. Queremos um Mercosul de resultados, um Mercosul que seja instrumento para a modernidade. Contem com meu empenho e com o pleno engajamento de meu governo no exercício dessa responsabilidade, e no trabalho pelo resultado que todos ambicionamos e que nossos povos merecem."> Após dia tenso, CPI ouve ex-coordenadora da Saúde nesta quinta
> Parlamentares reprovam primeiro ano de Milton Ribeiro no MEC
> Câmara pode votar projeto que proíbe despejo em razão da pandemia
Tags
LEIA MAIS
SEGURANÇA PÚBLICA
Senado votará PEC que inclui guardas municipais na Constituição
FORÇAS ARMADAS
Saiba como vão ficar os salários dos militares após reajuste