Foto: Zeca Ribeiro/Agência Câmara
A confirmação de que, além de
Sergio Moro, o ex-procurador Deltan Dallagnol também ingressará oficialmente na carreira política aniquila de vez a operação Lava Jato. A avaliação é do presidente da Câmara,
Arthur Lira (PP-AL), e foi feita nesta manhã à CNN.
O conteúdo deste texto foi publicado antes no Congresso em Foco Insider, serviço exclusivo de informações sobre política e economia do Congresso em Foco. Para assinar, entre em contato com [email protected].
O deputado chegou a ser denunciado pela operação e o PP é o partido com mais membros investigados pela força tarefa. Porém, ação instaurada contra Lira a partir das investigações da Lava Jato está suspensa - assim como outras tantas - por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que viu fragilidades nas provas.
O presidente da Câmara avalia que a decisão de Dallagnol de abandonar a carreira no Ministério Público escancara que a operação tinha como objetivo o protagonismo político. Para Lira, o ex-procurador cometeu inúmeros abusos e, agora, foge das punições que poderia receber do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para se candidatar.
> CPI dá 30 dias para Aras levar investigações adiante, diz Randolfe
> STF julga cumulatividade de previdência própria de congressistas