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REFORMA MINISTERIAL
Congresso em Foco
25/02/2025 | Atualizado às 19h05
O presidente Lula oficializou nesta terça-feira (25) a exoneração de Nísia Trindade do cargo de ministra da Saúde. Sua saída ocorre em meio a pressões de parlamentares e membros do governo, que apontavam dificuldades na gestão de demandas políticas e desafios enfrentados pela pasta. Alexandre Padilha, até então ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, será seu substituto.
A gestão de Nísia Trindade foi criticada especialmente em relação à negociação de emendas parlamentares. O Ministério da Saúde concentra uma das maiores fatias do orçamento federal, tornando-se um ponto de interesse para diversos grupos políticos. Durante seu período no cargo, houve queixas sobre a baixa execução orçamentária da pasta, fator que ampliou a pressão por sua substituição.
A saída também ocorre em um contexto de desafios sanitários. O Brasil enfrenta surtos de dengue, com alta demanda por vacinas e dificuldades logísticas na distribuição dos imunizantes. A escassez de profissionais de saúde nos hospitais federais do Rio de Janeiro também foi um dos pontos de preocupação na gestão de Nísia.
Nísia Trindade assumiu o Ministério da Saúde no início do atual governo, após sua atuação na presidência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), onde teve papel central no enfrentamento da pandemia de Covid-19. Seu perfil técnico foi elogiado, mas enfrentou resistências dentro do próprio governo, onde se cobrava uma abordagem mais política e visível na condução da pasta.
Reforma ministerial
A mudança também faz parte de um movimento mais amplo de reforma ministerial, com o objetivo de recompor a base política do governo no Congresso. A chegada de Padilha ao Ministério da Saúde é parte da estratégia para fortalecer essa articulação, dada sua experiência anterior à frente da pasta no governo Dilma Rousseff e seu trânsito entre parlamentares.
Apesar da pressão por sua saída, Nísia Trindade participou na mesma terça-feira de um evento ao lado do presidente para anunciar um acordo de produção nacional da vacina contra a dengue pelo Instituto Butantan.
O preferido para assumir a atual pasta de Padilha é o líder do MDB na Câmara, Isnaldo Bulhões Jr (MDB-AL). Ele é aliado do novo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), com quem o presidente Lula trabalha para assegurar o apoio para projetos de lei de interesse do governo.
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